Análise: Tomb Raider (PS3, XBOX 360 e PC)

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Já se passaram 8 anos desde nosso último encontro com Lara Croft em um jogo da franquia Tomb Raider, e nesse tempo tudo que a principal heroína dos games enfrentou foi o fracasso, tanto com a decadencia de popularidade quanto na falta de qualidade dos games. Assim, já era a hora de reestruturar a saga, reinventar o universo e devolver o sucesso que Lara sempre mereceu marcando gerações. E desse modo nasce Tomb Raider (2013), o reboot da história da aventureira apresentado pela Crytal Dinamics e Square Enix, que irão nos contar a história que tornou Lara no maior ícone feminino dos videogames.

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A premissa da trama é muito bem estruturada para a apresentação de uma personagem como Croft, dando uma certa conexão com até mesmo os jogos antigos que nessa nova fase serão totalmente ignorados. Em uma exploração em busca de uma antiga civilização oriental, o navio Endurance sofre um naufrágio em meio a uma tempestade e sua tripulação se vê em desespero quando encontram uma ilha muito peculiar. Aqui Lara terá que lutar por sua sobrevivência e irá nos apresentar como se tornou a famosa Tomb Raider.

Logo no início do jogo já fiquei surpreendido. Em todos os anúncios presentes nas midias referentes à games o título sempre pareceu querer se prender em um cenário muito real, e a presença de mitos e até mesmo “magia” dentro desse novo universo foi muito bem vinda. A estrutura do jogo está simplesmente incrível, já na primeira sequência somos apresentados à comandos muito fáceis e que nos fazem sentir realmente no controle da situação, em uma sequência de tirar o fôlego.

O mesmo pode ser dito sobre os gráficos. Tive a experiência da jogatina em um Xbox 360, e os gráficos estão lindos, desde tonalidades de pele até elementos naturais. E dentro desses elementos a água que escorre em barrancos e pedras é o mais impressionante graficamente. Os elogios também são válidos à nova aparência de Lara, que agora além de ser muito mais jovem do que nos títulos passados é muito mais natural. Nada de apelo sexual com shorts minúsculos e bustos surrealmente avantajados, aqui a realidade tenta contornar todos o momentos  da jogabilidade.

Sobre o realismo do jogo, é realmente importante ressaltar como a física está ótima. Enfrentei alguns bugs, mas um número realmente pequeno se for analisar que não saíram atualizações para o jogo, e mesmo assim a jogabilidade fluiu naturalmente. A movimentação da personagem está linda, o modo que ela anda pelo cenário e suas diferentes elevações realmente impressionam. Mas algo negativo relacionado a toda essa “realidade” é como ela é irreal depois de algum tempo. O jogo no início tenta te convencer que Lara é uma garota frágil e limitada em atividades sobre humanas. Algumas horas depois você está deslizando de barrancos, caindo de cachoeiras com uma escopeta para destruir barreiras, e outras situações um tanto absurdas ao que o jogo se propõe, como por exemplo evoluir um rifle em uma arma de exército usando apenas engrenagens achadas no cenário.

Mas isso está longe de ser um defeito, toda a ação frenética dá uma dinâmica incrível ao jogo. Sem contar com sequências simples no jogo que conseguem encher os olhos. Como a escalada à torre de rádio, sequências de exploração ou a linda e sútil homenagem à personagem clássica na conclusão do jogo.

O único ponto negativo do jogo é a sua dificuldade. Terminei a campanha com cerca de 13 horas de jogatina com 70% do jogo completo. Alguns puzzles levaram mais tempo para serem realizados do que a morte de centenas de inimigos. Mas eu seria desonesto em dizer que algumas sequências de combate realmente não cobraram uma certa habilidade.

Se você tem a possibilidade de jogar, e é fã de toda ou de alguns games da franquia Tomb Raider, você não pode perder esse jogo. Até mesmo se for um fanático por Nathan Drake de Uncharted, que influenciado por Lara quando surgiu no Playstation hoje tem a posição de estar ensinando como funciona a estrutura de um jogo de aventura na atual geração. Em Tomb Raider, uma sobrevivente nasce com uma brilhante narrativa e um jogo que te prende do início ao fim. Realmente aguardo com toda a ansiedade pelo próximo encontro com a personagem nessa nova franquia.

4 DONUTS                                                      Ótimo

2 comentários em “Análise: Tomb Raider (PS3, XBOX 360 e PC)

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