Análise – Batman: Arkham Origins (PS3, XBOX 360, PC e Wii U)

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Anunciado poucos meses antes de seu lançamento, Arkham Origins sofreu com um certo questionamento por parte dos fãs pelo fato de que desta vez, o game não ficaria à cargo do estúdio “Rocksteady”, responsável pelo sucesso dos 2 games anteriores. A tarefa acabou ficando com o novato estúdio “WB Montreal”, o mesmo que trabalhara na versão de Wii U de Batman: Arkham City. Arkham Origins, supostamente teve o mesmo tempo de desenvolvimento de seus 2 antecessores.

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HISTÓRIA

Com certeza, uma das melhores coisas do jogo, é a história, que mesmo se tratando de um “prequel”, consegue surpreender e deixar o jogador, e fã, satisfeito. A história começa na véspera de natal, quando o Máscara Negra invade a prisão Blackgate, e Batman, em seu segundo ano como combatente do crime parte para o local para tentar impedir uma fuga em maça. Lá, o herói descobre que o Máscara Negra colocou uma recompensa pela cabeça do herói, e que trouxe 8 diferentes assassinos para a cidade de Gotham para acabar com o herói. Pode parecer uma premissa simples, e é, mas conforme você joga, você vai descobrindo que a história vai muito além disso, que alguns assassinos tem seus motivos próprios para estarem ali, que vão além da recompensa pela morte do Batman. O jogo utiliza elementos de histórias clássicas do Batman como “A Piada Mortal”, “A Queda do Morcego” e “Ano Um”, e principalmente, de uma série em quadrinhos que se chamada “Lendas do Cavaleiro das Trevas”, que contava histórias dos primeiros anos de Bruce Wayne como Batman.

Como já se sabia, a história foca nos primeiros “encontros” cronológicos entre Batman e os vilões que aparecem no jogo, moldando certos personagens e “relacionamentos” no processo, resumindo, é uma jornada de aprendizado para certos personagens da história. Felizmente, o roteiro se mostra eficiente em sua promessa, apresentando apenas 1 problema cronológico, que em relação ao equipamento “arpéu avançado” que o herói usa para se lançar ao ar e se movimentar rapidamente por Gotham, em Arkham City, é deixado bem claro que o herói usou este equipamento pela primeira vez durante os eventos daquele jogo.

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DUBLAGEM

Quando anunciaram que Kevin Conroy não dublaria o Batman neste novo jogo por motivos meramente criativos, muitos reclamaram, mas no final, Roger Craig Smith, que já deu sua voz a outros personagens famosos dos games como Chris Redfield em Resident Evil 5 e 6, e Ezio Auditore na franquia Assassin’s Creed, fez um excelente trabalho, e ele realmente nos convence como um Batman mais jovem.

Outra mudança polêmica foi a voz do Coringa, porém, neste caso, a saída de Mark Hamill se deu por opção do ator, ainda na época do segundo jogo, quando Hamill disse que aquele serie seu último trabalho como o vilão. Felizmente, assim, como ocorre com o Batman, quem entrou para substituir fez um excelente trabalho, Troy Baker, que também já dublou personagens famosos como Joel em The Last of Us e também o Robin e o Duas-Caras em Arkham City. A atuação de Troy Baker é assustadoramente similar à de Mark Hamill, é possível que “desavisados” pensem inclusive que o dublador continua sendo o mesmo.

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O jogo também tem opção de aúdio em português, sim, ele foi dublado em nossa língua por dubladores conhecidos, alguns personagens, no caso Batman, Coringa, Bane, Alfred e Gordon possuem os mesmos dubladores da trilogia de filmes de Christopher Nolan. O problema aqui, é que diferente de Injustice: Gods Among Us, que também fora dublado em português por dubladores conhecidos, certas vozes simplesmente não combinam com seus personagens, o maior exemplo disto é o Exterminador, que inexplicavelmente é dublado pelo mesmo que dublou o Flash nas animações da Liga da Justiça e em Injustice, a voz deste dublador é diretamente associada à personagens “jovens” e “extrovertidos”, o que fica bizarro pois o Exterminador é um personagem completamente sério e que já possui uma certa idade, eu simplesmente não entendo porque não trouxeram de volta o dublador do personagem de Injustice.

Apesar disto, outros dubladores estão bem em seus papéis, Ettore Zuim faz um bom trabalho como Batman, do mesmo modo que o fez em Injustice, já Márcio Simões também consegue fazer um bom trabalho com seu Coringa, de forma que até me surpreendeu, já Guilherme Briggs tenta, mas, apesar de fazer um bom trabalho, sua voz não combina “tanto” com este Bane, que é mais próximo dos quadrinhos e muito longe daquele visto no filme do Nolan, porém também não decepciona, apenas fica aquela sensação de que existiam vozes que ficariam melhores no personagem.

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GAMEPLAY

Os novos desenvolvedores optaram por não arriscar muito, mantendo tudo que ficou consagrado nos outros 2 jogos, acrescentando algumas poucas novidades.

Movimentação – A movimentação continua a mesma, Batman pode correr, pular, planar, abaixar, subir em cordas, mastros, postes, etc. Apesar de tudo ter sido mantido, é curioso notar que em Arkham Origins há muito menos superfícies nas quais se pode usar o gancho durante um “voo”. Devido ao tamanho do mapa, agora existe um sistema de fast travel representado pelo “Batwing”, que é bem útil, porém, não há como não se decepcionar com o fato de que mais uma vez, não podemos dirigir o Batmóvel.

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Equipamentos – Na parte dos equipamentos, as novidades também são poucas, basicamente, todos os “novos” equipamentos são apenas versões alternativas para os dos jogos anteriores como por exemplo a granada de cola que faz exatamente o que a granada de gelo fazia em Arkham City. Entre as reais novidades nos apetrechos estão a garra remota, que de certa forma substitui o lançador de linha e ainda possui diversas outras funções. Agora também existe um sexto apetrecho que pode ser usado em combate, as luvas de choque, que são usadas tanto em combate quanto para resolver “desafios” do Charada. Elas precisam de um tempo para “carregar” durante um combate, uma vez carregadas e ativadas, elas podem ser usadas para atingir qualquer tipo de inimigo, não importando se estão de armadura ou utilizando escudos.

É curioso notar que eles trouxeram de volta o “batarangue múltiplo” que havia sido cortado da lista de equipamentos de Arkham City, basicamente é a possibilidade de Batman lançar 3 batarangues ao mesmo tempo, isto foi cortado no game anterior, muito provavelmente pela adesão do lançamento de batarangue rápido no jogo anterior, porém, esta opção, à vezes, pode ser útil em um combate de predador, por exemplo, para derrubar 3 inimigos ao mesmo tempo.

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Combate – O combate continua o mesmo, a única diferença são os novos equipamentos que podem ser usados em combate como as luvas de choque, resumindo, o combate continua excelente. O único problema é que desta vez, se você usar um combo de batarangue, e acertar um bandido de armadura, você muito provavelmente vai perder o combo, algo que não ocorria no jogo anterior. Uma novidade são os pontos e a classificação que você ganha agora toda vez que termina um combate (também vale para os combates em predador), os pontos, obviamente são utilizados para desbloquear upgrades, e a classificação (S, A, B e C) é o que determina a quantidade de pontos que você irá ganhar.

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Predador – Assim como o combate, o modo predador continua basicamente o mesmo, a única diferença são os novos aparelhos como a garra remota que pode ser usada para pendurar um inimigo em uma gárgula por exemplo, porém, assim como no modo de combate, aqui também parece haver um bug bem chatinho, quando você usa a bat-garra em um inimigo em um combate, você o puxa e em seguida pode realizar um golpe que o leva direto ao chão, porém, algumas vezes isso não é possível no modo predador, diferente do jogo anterior, e isso realmente faz falta muitas vezes, quando você precisa de uma escapada rápida por exemplo.

Sistema de upgrades – Aqui houve uma mudança notável eu diria, enquanto nos outros 2 jogos bastava você avançar na história principal para desbloquear novos upgrades para compra, aqui você precisa, além de avançar na história principal, também completar certas missões secundárias, no caso, as missões, “Os Mais Procurados” e os “Desafios de Cavaleiro das Trevas”.

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Inimigos – Na parte dos inimigos, temos como novidades o artista marcial, que é capaz de contra atacar os ataques do jogador, e também executar dois ataques de uma vez, necessitando que o jogador aperte o botão de contra-ataque duas vezes e os “grandões”, vou chamá-los assim na falta de um nome melhor, que nada mais são do que bandidos maiores e mais fortes e que precisam de diversos golpes para serem derrotados e que não podem ser contra-atacados, igual aos “irmãos siameses” de Arkham City. A novidade é que desta vez estes “grandões” também podem aparecer utilizando armadura.

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Chefes – Desde o início do desenvolvimento, o pessoal da WB Montreal disse que usou a tão elogiada luta com o Sr. Frio de Arkham City como base para os chefes de Arkham Origins, e isso de fato fica evidente em alguns chefes, como por exemplo o Vagalume. Porém, apesar de tentarem, nenhum combate de Arkham Origins ficou tão dinâmico e “estratégico” quanto o combate com o Sr. Frio, porém, isto não quer dizer que as lutas com chefes no novo jogo sejam chatas, longe disso, algumas eu diria que são excelentes, como a luta com o Bane por exemplo, e a com o Exterminador, que apesar de repetitiva, consegue divertir, aliás, estes são 2 momentos que finalmente trouxeram um combate contra chefes mais “físicos”.

É engraçado que não foi só a sensação do combate com o Sr. Frio que a WB Montreal tentou recriar, os também muito elogiados “pesadelos do Espantalho” de Arkham Asylum claramente serviram de inspiração para a luta com Copperhead, partindo do mesmo ponto, onde Batman é “envenenado”, neste caso pelo veneno da Copperhead e passa a ter algumas alucinações. Mas nada tão elaborado quanto os encontros com o Espantalho no primeiro jogo, que também inspiraram o encontro com o Chapeleiro Louco neste novo título. A luta com Copperhead também parece te se inspirado levemente na luta com Ra’s Al Ghul de Arkham City.

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MISSÕES SECUNDÁRIAS

Assim como no game anterior, Arkham Origins também possui uma grande quantidade de missões secundárias.

Crimes em andamento – Esta é uma novidade na série, bom, não completamente. Em Arkham City, existia uma missão secundária onde você tinha que interromper uma quantidade X de crimes em andamento, porém, eram acontecimentos breves, sempre salvar um “inocente” de um ou 2 bandidos. Em Arkham Origins, isso foi expandido, agora estes eventos continuam aparecendo infinitamente, e são mais desafiadores, levando em conta inclusive que agora o jogo tem um sistema que determina o nível de cada ameaça (baixo, médio, difícil e extremo), porém, estes crimes em andamento são bastante repetitivos. Eles ocorrem sempre nos mesmos lugares e sempre se resumem a bater em bandidos que estão realizando um roubo, ou policiais corruptos que estão fazendo abuso de autoridade, aliás, é curioso que estes crimes são anunciados sempre da mesma forma, através de um sinal do rádio da polícia captado pelo herói, ou seja, é meio bizarro captar um destes chamados, chegar ao local e se deparar com um crime onde os criminosos são os policiais. Apesar de bastante repetitivos, são uma adição à série.

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Os mais procurados – Estas são as missões secundárias que expandem o modo história do jogo, exatamente como acontecia em Arkham City. Nestas missões você vai encontrar alguns vilões que não aparecem, ou sim, durante a história principal, como por exemplo Chapeleiro Louco, Anarquia, Lady Shiva e Pistoleiro. Estas missões são muito bem vindas, e até variadas eu diria, nelas você terá que completar um ou mais objetivos até confrontar o vilão da missão. Aliás, é recomendável que você tente completar estas missões em paralelo com as da história principal, pois estas missões desbloqueiam certos upgrades que podem ou não ser úteis, além, é claro, de ajudarem a acumular mais pontos de upgrade.

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Desafios de Cavaleiro das Trevas – Tratam-se de desafios similares aos desafios do Charada de Arkham City onde você precisava completar certos objetivos como por exemplo “alcance um combo de tantas vezes”, complete um combate de predador sem ser visto, e etc.

Cenas de crimes – O jogo agora possui um sistema melhor elaborado de investigação, porém, Batman sempre irá lhe apontar o que fazer, então não existe muita dificuldade aqui, porém, é bacana acompanhar o raciocínio do herói durante estas investigações que irão aparecer tanto na história principal, quanto nas missões secundárias. Mas o fator a ser analisado aqui, é quando estes eventos ocorrem de forma isolada, fora da história principal e fora das missões dos mais procurados, nestes momentos, a missão irá surgir através do rádio da polícia, você irá até o local, encontrará uma cena de crime com uma ou mais vítimas, e terá que descobrir o que ocorreu no local, até ter uma pista ou a identidade do possível assassino, feito isto, Alfed irá marcar em seu mapa a última localização conhecida do suspeito.

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Os colecionáveis e câmeras do Charada/Enigma – O jogo se passa em um momento onde o Edward Nigma ainda não se tornou de fato o Charada, onde ele ainda é um mistério para o Batman que o apelida de “Enigma”, enfim, como ele ainda não é o Charada, não existem enigmas à serem “escaneados” como nos 2 jogos anteriores. Já quanto aos troféus do Charada, estes foram substituídos por “arquivos de extorsão”, que são caixas contendo informações sigilosas sobre cidadãos da cidade, estas que o vilão pretende utilizar para causar um estrago, enfim, quanto a isto, o esquema é o mesmo, estas caixas estão espalhadas pelo mapa, e muitas estão ligadas à um quebra cabeça ou coisa parecida, exatamente como no game anterior, porém, eu notei que neste, parece que estes “quebra cabeças” estão muito mais simples.

Assim como em Arkham City, você poderá interrogar bandidos para descobrir as localizações das caixas no seu mapa. Além destes colecionáveis, você também terá que destruir câmeras espalhadas pelo mapa, algo que também já existia no jogo anterior onde você destruía as câmeras de segurança de Hugo Strange. O Charada/Enigma faz parte da lista de “os mais procurados”, porém, esta missão dele tem tanta coisa para se fazer, que pode ser analisada como uma missão secundária separada. A ausência dos enigmas do Charada para serem escaneados faz com que o jogo também fique sem as diversas “referências”, que se encontravam nestes enigmas nos outros jogos, você deve encontrar uma ou outra referência, mas pouca coisa se comparado a quantidade que se tinha nos jogos anteriores.

As marcas do Anarquia – São símbolos do vilão Anarquia que estão espalhados pela cidade e que só podem ser vistos com a visão de detetive e que precisam ser escaneadas.

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BUGS

O jogo curiosamente apresenta bugs que eu, particularmente, nunca havia vivenciado nos outros 2 jogos, e o pior de tudo é que estes bugs parecem não ser raros. Por exemplo, em menos de 1 hora de gameplay, eu presenciei um mesmo bug 2 vezes, onde bandidos ficaram “presos” dentro de objetos, correndo sem sair do lugar. Em outro momento, durante um “crime em andamento”, no meio da luta, todos os bandidos, cerca de uns 10 ou 15, simplesmente sumiram, evaporaram. Outro bug, este pode acontecer seguido, ocorrem quando você enfrenta aquele novo tipo de inimigo que pode contra atacar, os artistas marciais, às vezes o sinal de contra ataque vai aparecer na cabeça deles, você tentar contra-aracar, mas nada vai acontecer, pois eles simplesmente bugam a não efetuam o ataque em você para o qual surgiu o aviso de contra-ataque.

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Bugs são chatos, sim, mas só são de fato um problema quando atrapalham o seu avanço no game, e infelizmente, Arkham Origins tem isso, e parece que estes bugs que atrapalham seu progresso “podem” ocorrer em diversas missões secundárias, alguns até já foram corrigidos, como o de uma das torres do Enigma, porém, um bug que parece poder afetar várias missões “Os Mais Procurados” ainda continua sem solução, enfim, no meu caso, na missão em questão, eu completei os 6 objetivos necessários para enfrentar o vilão da missão, OK, fui até o local indicado no mapa, entrando no local, esperei que o game salvasse meu progresso e saí, desliguei o console, porém, quando voltei para o jogo eu não podia mais entrar no local em questão, que não estava mais marcado no mapa, e também não podia completar o objetivo anterior que voltou a ser marcado no mapa, mas no local não havia nada. Resumindo, a missão bugou e eu muito provavelmente terei que começar o jogo desde o início se quiser completar esta missão e fazer 100%, e isso ainda correndo o risco de bugar novamente. Em função disto tudo, notasse que faltou um certo polimento por parte da WB Montreal.

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AMBIENTAÇÃO E GRÁFICOS

A ambientação do jogo está excelente, uma mistura perfeita de tudo que já se viu nos cinemas e animações do morcego até hoje. Assim como ocorria no jogo anterior, em Arkham Origins, cada local/cenário e ponto da cidade é único, a cidade que inclusive inclui o mapa de Arkham City “no passado” antes do terremoto que o deixou destruído e em parte submerso como se via naquele jogo, este lado sendo chamado de Velha Gotham e agora temos uma outra parte completamente nova, chamada Nova Gotham, onde estão os prédios mais altos, arranha céus etc.

O único problema deste gigantesco mapa, é a falta de vida, não existem carros e nem civis circulando nas ruas, é uma cidade deserta onde os únicos seres vivos que você irá encontrar pelas ruas são bandidos e policiais corruptos prontos para serem abatidos, talvez isso até seja explicado pelo fato de que no jogo é noite de inverno e véspera de natal, mas convenhamos, nenhum carrinho, ou vivente nas ruas, é bem forçado. Falando em inverno e natal, este clima combina muito bem, a neve e o clima natalino são um toque à mais nos cenários.

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Quanto aos personagens, cada um deles teve seu visual muito bem trabalhado, aqueles que já apareceram nos jogos anteriores retornam com visuais remodelados, afinal, Arkham Origins se passa anos antes de seus antecessores. Batman tem um uniforme totalmente novo e que estranhamente parece ser mais “moderno” do o dos jogos anteriores, um uniforme que parece ter sido levemente inspirado pelos filmes TDK e TDKR. Já vilões como Coringa e Bane, retornam com visuais mais “jovens”, o palhaço por exemplo, utiliza uma vestimenta muito mais “prática”, o que combina com o fato de ser, cronologicamente, sua primeira aparição neste universo, já Bane é apresentado de uma forma muito mais fiel aos quadrinhos, antes de ser afetado pela droga Titã do primeiro jogo.

Quanto aos gráficos, eles continuam bonitos, porém, eu não sei, mas senti que em certos locais, a textura dos cenários era inferior à do jogo anterior. Agora Batman usa um uniforme mais “armadura”, portanto, os danos que ele vai sofrendo ao longo da história são ligeiramente diferentes, ao invés de ter sua roupa rasgada, ele tem sua armadura arranhada, quebrada, perfurada por marcas de bala etc. Em Arkham City, a diferença dos gráficos durante cutscenes e o jogo era mínima, já em Arkham Origins a diferença é gritante, notasse que eles trabalharam pesado nestas cenas CGI, o que não é um defeito ou problema.

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EXTRAS

O conteúdo desbloqueável continua, basicamente o mesmo, artes conceituais, troféus de personagens, biografias e claro, os mapas de desafios e as campanhas de desafio, tudo isto vai sendo desbloqueado à medida que você avança no jogo, coleta arquivos do Charada etc. É curioso notar que certos mapas de desafio são idênticos à mapas do jogo anterior, apenas com uma “roupagem nova” para disfarçar, por exemplo, 2 mapas de desafio de predador, que vem no pacote de grátis de PS3 “A Queda do Morcego”, são simplesmente idênticos aos mapas de predador do DPGC e do Museu de Arkham City. Não dá pra dizer que isso de fato é algo ruim, mas enfim.

Assim como nos jogos anteriores, Batman não é o único personagem jogável nos mapas de desafio, por enquanto, o outro personagem jogável disponível é o Exterminador, com seus próprios golpes e equipamentos, embora alguns sejam apenas variações de equipamentos do morcego. O Exterminador é uma DLC grátis para quem comprou o jogo na pré-venda ou comprou de alguém que comprou na pré-venda. É muito provável que novos personagens sejam lançados futuramente.

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Além do Exterminador, outra DLC grátis é o pacote “A Queda do Morcego”, que é um pacote grátis para a versão do PS3, neste pacote estão 2 skins, armadura que o anti-herói Azrael usou durante seu tempo como Batman na saga dos quadrinhos que dá nome ao pacote, e o uniforme do Batman de Adam West, da série de TV dos anos 60, além de 5 mapas de desafio.

Ao contrário de Arkham City, em Arkham Origins existem alguns uniformes alternativos que podem ser desbloqueados completando certos objetivos, em um tempo em que tudo vem por DLC, muitos pontos para os desenvolvedores do jogo por isso. É claro que já existem várias outras skins disponíveis para a compra.

Além de tudo isto, já está confirmada uma DLC que irá expandir a história do jogo, exatamente como “Harley Quinn’s Revenge” de Arkham City, porém, nada se sabe sobre esta expansão, mas acredita-se que o nome dela será “Cold, Cold Heart”, um nome que imediatamente nos lembra do Sr. Frio, ou seja, talvez, se trate de uma expansão que explore as origens deste magnífico vilão.

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MULTIPLAYER

Poucos devem saber, mas originalmente, Arkham City teria um modo multiplayer online, porém, esse modo foi cortado para que os desenvolvedores pudessem focar todos os seus esforços na experiência single player. Assim, neste terceiro jogo, era de se esperar que o modo multiplayer fosse finalmente acrescentado, porém, mesmo sendo desenvolvido de um modo “separado” do resto do jogo, sendo bem direto, este multiplayer não “vingou”, não por não ser divertido, pois isso ele é, mas sim pelo fato de ser extremamente difícil conseguir entrar em uma partida, isso se deve, principalmente pelo fato de que uma partida online NÃO COMEÇA enquanto não houverem os 8 players necessários, e então, você precisa esperar, e esperar, e esperar até que hajam 8 players na sala do jogo, o que acaba sendo difícil de acontecer já que alguns vão cansando de esperar e vão saindo. O jogo aqui funciona da seguinte forma, 3 vs 3 vs 2, onde duas equipes, uma da gangue do Coringa, e outra dos mercenários do Bane se enfrentam com armas de fogo, granadas etc enquanto Batman e Robin rondam o cenário abatendo os membros das gangues.

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Coringa e Bane passam a ser jogáveis em certo ponto da partida, o primeiro jogador que chegar no ponto de troca, controla o vilão da sua equipe. Os heróis ganham quando conseguem preencher uma barra de intimidação que vai enchendo conforme eles abatem inimigos, e diminui caso um dos heróis morra, e o gameplay com eles é o mesmo do modo single player, porém, com menos recursos. Já o gameplay com as gangues é de um simples shooter em terceira pessoa, você pode correr, esquivar, pegar cover, aproximar a mira etc. As gangues começam com um número X de respawns, quando esses respawns acabam para uma gangue, ela perde.

Apesar de parecer simples, o gameplay é divertido, e o medo de que que Batman ou Robin surjam do nada para pega-lo dão uma sensação bacana, onde você precisa estar sempre atento enquanto anda, sempre tentando olhar para todos lados. Jogar como os heróis também é bastante divertido, pois assim, você se sente no poder, você bola uma estratégia para ferrar e atrapalhar o jogo das gangues. Porém, apesar disto tudo, o jogo sofre com um lag não muito baixo. As escolhas de em que gangue você irá jogar numa partida, e de quem serão os heróis é feita de forma sorteada. Talvez uma das partes mais legais deste multiplayer seja o fato de que você pode customizar completamente os seus personagens, incluindo tipo físico, roupas, cabelo, equipamento etc.

Enfim, o multiplayer é realmente bacana, o único problema é conseguir entrar em uma partida, que é quase impossível, eu diria que de umas 50 tentativas, em 1 ou 2 você pode conseguir sucesso, aliás, no meu caso pelo menos, quando eu insisto muito em tentar encontrar uma sala no multiplayer, o jogo simplesmente trava, me obrigando a reiniciar o console. mas eu espero que tudo isto seja corrigido no futuro.

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CONCLUSÃO

No fim das contas, Batman: Arkham Origins nada mais é do que uma sombra, e uma expansão dos jogos anteriores, o que não é ruim, o problema mesmo é na falta de novidades (não me conformo com o fato de não poder dirigir o Batmóvel) e principalmente, na falta de polimento e cuidado, visto que o jogo apresenta inúmeros bugs, e muitos que podem atrapalhar, e já atrapalharam o avanço de jogadores no jogo. O mérito do jogo acaba ficando principalmente com a história, que mesmo se tratando de um “prequel”, consegue surpreender, e cumpre o que promotia, a formação das relações entre Batman e alguns de seus mais importantes coadjuvantes, além da história, o fato de ter um mapa ainda maior que o de Arkham City também é bacana, sem contar o já mencionado fato de o jogo manter tudo que deu certo nos outros jogos. Apesar de tudo, Arkham Origins é um excelente jogo de ação e aventura, e obrigatório pra quem é fã do morcego, porém, em minha humilde opinião, não foi desta vez que conseguiram susperar Batman: Arkham City, quem sabe na próxima (o que talvez não demore, já que existem boatos de que a Rocksteady está trabalhando na verdadeira continuação de Arkham City).

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