TOP 5: Indicados ao Oscar – Parte 2

Semana de Oscar é assim mesmo, são dois TOP 5 para comentamos nossas apostas para a premiação desse ano. E como prometido, nessa parte falaremos das principais categorias. Então vamos lá para nossas apostas.

MELHOR ATOR COADJUVANTE: A categoria tem favoritos, azarões e um absurdo. Jonah Hill de “O Lobo de Wall Street”, esta muito bem, sem sombra de dúvidas, mas jamais para ser indicado ao Oscar. Não existe uma explicação plausível para essa escolha. Os azarões são Barkhad Abi, excelente em “Capitão Philiips”, como um “vilão” e Bradley Cooper e seu cabelo de gosto duvidoso (para época, bonito), em “Trapaça”, filme que alterna bons e maus momentos, mas que explora muito bem seu elenco. Os favoritos são Jared Leto e Michael Fassbender. O primeiro, é contraponto ao protagonista, o que de certa forma engrandece a atuação de Leto. Já Fassbender esta surtado como senhorio de escravos e dessa forma se torna talvez uma das figuras mais deploráveis do cinema. Nossa aposta é que Jared Leto, não só pelo esforço físico, mas também pela atuação em si, façam dele o detentor do Oscar de Melhor ator Coadjuvante.

Barkhad Abi, por “Capitão Phillips”
Bradley Cooper, por “Trapaça”
Jared Leto, por “Clube de Compras Dallas” (Nossa aposta)
Michael Fassbender, por “12 Anos de Escravidão”
Jonah Hill, por “O Lobo de Wall Street”

MELHOR ATOR: Chegamos a categoria mais polêmica do Oscar.  Não há como negar que Matthew McConaughey e Leonardo DiCaprio são disparados, os favoritos a estatueta. Mas vamos falar sobre os demais concorrentes. Bruce Dern esta excelente como pai de família errante, que procura se redimir de seus erros, mas não necessariamente da melhor maneira possível. Cristian Bale, engordou para o papel, algo que a academia leva muito em conta. Porém, ele divide a tela com muitas outras estrelas e o roteiro do filme não ajuda, então ele acaba ficando atrás dos demais. Chiwetel Ejiofor, faz um trabalho que marca carreiras. Sua atuação em “12 anos de escravidão” é algo que deveria ser eternizado pelo peso histórico e social, porém, novamente, a academia não gosta desses filmes. Já McConaughey é o ator do momento. Emagreceu e muito, para interpretar um machão homofóbico, que luta contra a Aids, ao mesmo tempo, que trava uma batalha contra a industria farmacêutica. Leonardo DiCaprio faz mais uma vez, um trabalho incrível. Já são 5 filmes em que ele, como protagonista ou coadjuvante, arrasa em tela. “O Lobo de Wall Street” pode até ser esnobado pelo Oscar, mas DiCaprio merece esse Oscar faz tempo. Nossa aposta é que, infelizmente McConaughey ganhe a estatueta. Sua atuação exigiu uma transformação corporal incrível e ele polariza às atenções quando esta em cena. Agora, se DiCaprio ganhar, podemos soltar fogos, pois a academia vai ceder ao apelo do público pela primeira vez.

Matthew McConaughey, por “Clube de Compras Dallas”
Bruce Dern, por “Nebraska”
Chiwetel Ejiofor, por “12 Anos de Escravidão”
Leonardo DiCaprio, por “O Lobo de Wall Street”
Christian Bale, por “Trapaça”

 

MELHOR ATRIZ: A imprevisibilidade da academia pode arruinar a escolha nesse quesito. Em principio Cate Blanchett seria a favorita para ganhar a estatueta pelo seu incrível trabalho no filme de Woody Allen. O problema é que, tanto Merly Streep, quanto Amy Adams são fortes concorrentes. A primeira, apesar do filme irregular, engole praticamente todos em tela, e não é só em cenas de drama. Já a segunda, é a principal (e interessante) virada proporcionada no roteiro de “Trapaça”. Se o filme escorrega em vários momentos, Adams é segura e convincente dando ainda mais credibilidade para história. Judi Dench faz de “Philomena” um “pequeno grade filme”, isso porque, sem as sutilezas colocadas pela atriz no personagem, o filme se quer poderia ser realizado. Mas a nossa escolha e imagino que de boa parte (pois a outra se divide com a atuação de Blanchett), é Sandra Bullock e seu trabalho fenomenal em “Gravidade”. Ainda que limitada por poucos centímetros, é Bullock que constrói a personagem. São em pequenas coisa que tornam a atuação dela algo que extrapola a mensagem do filme.

Cate Blanchett, por “Blue Jasmine”
Meryl Streep, por “Álbum de Família”
Judi Dench, por “Philomena”
Sandra Bullock, por “Gravidade” (Nossa aposta)
Amy Adams, por “Trapaça”

MELHOR DIRETOR: Apesar dos apesares, a categoria tem 4 favoritos e um azarão. Alexander Payne, acaba sendo o azarão, justamente porque muitos consideram que o impacto de seu filme, só se dá por causa da fotografia em preto e branco (o que é um erro). David O. Russell, faz um trabalho muito bom, porém, prejudicado pelos furos no roteiro e em especial, pelo elenco que acaba eclipsando seu trabalho. Steve McQueen, entrega seu melhor trabalho em relação a temas espinhosos e por isso mesmo, a academia olha com um pé atrás toda repercussão do filme. Além disso, o filme conta com um mesmo tema, que vendo sendo recorrente em Hollywood. Martin Scorsese dá um verdadeiro show mais uma vez. Pena que seu filme, seja taxada como uma aberração para alguns. Curioso que “Cassino”, que tem uma bela familiaridade com o filme e foi vitima dos mesmos comentários à época de seu lançamento. Agora é Cuáron, que pode demonstrar ao Oscar, que ele tem talento e deve ser reconhecido. Se ele ganhar (e a nossa aposta é que ele vá), pode ter certeza que o prêmio foi concedido pelos anos de trabalho e não necessariamente por causa de seu trabalho em “Gravidade”. A academia parece estar indecisa, portanto, Socsese, McQueen e Russel tem potencial para ganhar a estatueta.

David O. Russell, por “Trapaça”
Alfonso Cuarón, por “Gravidade”
Alexander Payne, por “Nebraska”
Steve McQueen, por “12 Anos de Escravidão”
Martin Scorsese, por “O Lobo de Wall Street”

MELHOR FILME: E no final, temos a constatação de que a academia bateu cabeça na escolha dos indicados. “Trapaça” não é o melhor filme de Russell, apesar de ser uma homenagem escancarada ao mestre Scorsese. “Capitão Phillips” é tenso por causa de sua perfeita harmonia entre atuações e história, o estilo do diretor Paul Grengrass é perfeito, mas afasta um pouco o filme, do que a academia gosta. “Clube de Compras Dallas” prioriza a história de seus personagens, em relação ao retrato de uma época. Geralmente isso é levado em conta na hora da votação e de forma negativa, apesar do belíssimo filme. “Gravidade” só é o que é, por causa de Cuarón. Ele dirigiu talvez a melhor ficção cientifica em anos, que não se limita às homenagens aos clássicos. “Ela” é a cara de Spike Jonze. Sem ele, talvez o filme apelasse pro melodrama, ou até uma vertente de comédia, mas acabou sendo filmada como um romance, que convenhamos, é o mais original dos últimos tempo (desde “500 dias com ela”). “Nebraska” cai novamente do esteriótipo de filme de arte, destinado ao público apreciador de clássicos. O fato de ser taxado dessa maneira, só reitera o pensamento retrogrado do Oscar. “Phillomena” é a construção de um filme, através de duas grandes atuações. O problema é que Judi Dench não é unanimidade e seu parceiro de tela sequer foi lembrado. Acaba correndo como um azarão. “12 anos de Escravidão” fala de certa forma sobre a origem do preconceito enraizada nos EUA. Assim sendo, a estatueta coroaria não só um filme sobre escravidão, tal como seria uma carta de confissão. O pensamento da academia segue esse raciocínio triste, por isso, se ganhar é para aplaudir de pé. E por último, mas não menos importante esta “O Lobo de Wall Street”. Pelo simples fato de arrancar elogios, aplausos e palavrões na mesma quantidade, fica claro de Martin Scorsese fez um filme que agrada ao público e aos amantes do cinema, mas bate de frente com o gosto da academia. Nossa aposta é que “Gravidade” ganhe, exclusivamente pela experiência proporcionada no cinema e não necessariamente pelo impacto do filme (o que particularmente eu acho errado).

“Trapaça”
“Capitão Phillips”
“Clube de Compras Dallas”
“Gravidade” (Nossa aposta)
“Ela”
“Nebraska”
“Philomena”
“12 Anos de Escravidão”
“O Lobo de Wall Street”

Menções honrosas:

Melhor Ator:

Hugh Jackman, em “Os Suspeitos”

Robert Redford, em “All Is Lost”

Tom Hanks, em “Capitão Phillips”

Melhor Ator Coadjuvante:

Daniel Brühl, em “Rush – No Limite da Emoção”

John Goodman, em “Inside Llewyn Davis – Balada de Um Homem Comum”

Melhor Atriz:

Julie Delpy, em “Antes da Meia Noite”

Melhor Filme:

“A Caça”, de Thomas Vinterberg

“Inside Llewyn Davis – Balada de Um Homem Comum”, de Ethan e Joel Coen

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