Crítica: Lollapalooza 2014

Em sua terceira edição no Brasil, o festival Lollapalloza 2014, foi mais uma vez, um dos principais eventos musicais do ano em São Paulo.

Anteriormente realizado no Jockey Club, onde durante às 2 primeiras edições sofreram um pouco com a “falta de espaço” e palcos próximos um do outro, a edição desse ano ocorreu no Autódromo do Interlagos, local colossalmente maior em todos os sentidos.

Lolla

Se a reclamação de palcos próximos é infundada, então sobram elogios para a estrutura desse ano? Lamentavelmente não.
Primeiramente, com uma maior área útil, o público foi imensamente maior, sendo notável a diferença logo na entrada do festival, quando era possível observar quase 70% do autódromo tomada pessoas. Além disso, foi muito difícil a identificação e diferenciação dos palcos.

Claro que existiam grandes folders com o mapa dos palcos, porém nenhum deles tinha sequer supria a necessidade de alguma identificação visual.
Era fácil perceber que boa parte do público estava perdida quando se ouviam perguntas como: “É aqui que a Lorde vai tocar certo?”. Esse tipo de situação se repetiu nos dois dias de festival, principalmente com os shows intermediários, que ocorreram no período da tarde.

Dessa forma, alguns shows recebiam um público enorme por causa de atrações que iriam ocorrer muito mais à frente, porém a locomoção era complicada; seja por causa do enorme número de pessoas deitadas ou sentadas na grama, seja por causa das procissão protagonizada na saída de um show para outro.

Mas esse é um problema administrável e superável. Se a edição do próximo ano ocorrer mais um vez em Interlagos, a organização poderia tomar como lição o festival Rock In Rio. Mas vamos parar de falar só dos problemas e nos focar um pouco, nos principais shows do festival:

Portugal. The Man

PORTUGAL. THE MAN: Pode não ser muito conhecida do público mainstream, porém, tinha um público fiel e conhecedor de boa parte das músicas. O show ocorreu em um excelente horário, quase ao por do sol, portanto o sol não estava tão forte e a banda pode mesclar músicas mais rápidas e agitadas com outras mais instrumentais e longas.
Destaque para os vocais afinadíssimos de John Gourley.

JULIAN CASABLANCAS+THE VOIDZ: Julian Casablancas por si só, já trouxe um público específico, que adora “The Strokes”, porém, no festival desse ano, o cantor/muso veio acompanhado da banda The Voidz. Assim tivemos um foco maior em músicas mais recente de Casablancas.
Ouve espaço também para uma ou outra música do Strokes e é claro a “11th Dimension” ganhou um arranjo todo especial. LORDE: Muitos já eram conhecedores do sucesso de “Lorde”, porém ao vivo, não se imaginava uma apresentação tão incrível assim. A cantora desfilou uma série de hits que fizeram de seu primeiro CD, um sucesso de público e crítica. Ela também se emocionou e quase chorou ao final do show, mas em nenhum momento desafinou. Ótima presença de palco!

museMUSE: Se Matthew Bellamy estava com sua voz debilitada, parece que o próprio Muse resolveu compensar esse “problema” com um show espetacular.
A apresentação foi realmente memorável. Não só pela setlist apresentada, mas também pela parte instrumental e audácias proporcionadas ao longo do show. São poucas bandas que conseguem intercalar “hits” e parte instrumental, sem diminuir a empolgação do público. Destaque para a interpretação de “Madness”.

soundgardenSOUNDGARDEN: Não, a banda não passa pelo seu melhor momento, mas mesmo assim, consegue fazer uma apresentação de fazer inveja a qualquer roqueiro. Chris Cornell apresentou muitos sucessos da banda, intercalou alguns pequenos momentos solo e infelizmente não houve tempo para do “Audioslave” (o que por si só, já seria um milagre). Houveram muitas músicas do novo CD da banda, e visivelmente alguns ainda não são muito conhecidas do público.

axwellAXWELL: O sueco Axel Christofer Hedfors, melhor conhecido como Axwell, fez parte do Sweedish House Mafia e conseguiu um apresentação realmente empolgante. Ainda que não tenha a mesma grife de um Hardwell da vida, o DJ mostrou desenvoltura com um setlist de sucesso, incluindo alguns de sua antiga banda. ELLIE GOULDING: a inglesa, conhecida por seu sucesso nas paradas de sucesso de 2013 e 2014, teve uma conexão incrível com o público. Ainda que tenha desafinado um pouco, a cantora mostrou que pode ser headliner de qualquer festival com um setlist cantado à coro pelo público. Destaque para “Burn”.

Lolla

Se a estrutura do festival mostrou falhas gritantes na administração e localização, foi com um enorme número de bons shows (no mesmo horário, diga-se de passagem) que esses problemas foram compensados.

Porém, também é preciso fazer uma crítica ao transporte. Tantos os trens, quanto metrôs, ônibus e afins não comportaram o escoamento do público. Além disso, houveram um sem número de táxis que faziam corridas por preços fechados ou se negavam a atender o público.

Esperamos que esses problemas não se repitam em 2015!

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5 comentários em “Crítica: Lollapalooza 2014

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