Dica da Semana: Vidas ao Vento

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O mestre Hayao Miyazaki é um dos queridos diretores que fazem obras primas, o público já é acostumado com seus filmes de animação japonesa, sempre com histórias marcantes. Em sua última obra no cinema, Miyazaki quis fechar com um história biográfica. O jovem Jiro Horikoshi interpretado por Hideaki Anno sonha em ser piloto, mas por conta de sua forte miopia não consegue realizar, se sentindo ainda capaz de adaptar o seu sonho ele se torna um designer de aviões de caça renomado. Nos incluindo nesse sonho, captamos fotografias maravilhosas e mergulhamos em suas fantasias e sonhos. Nos apaixonamos com a bela e dramática história de seu amor quase impossível pela Naoko Satomi interpretada por Miori Takimoto, que sofre de uma doença e é enviada a um sanatório. Emocionante, Miyazaki conseguiu fechar com chave de ouro.

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Em vidas ao Vento conhecemos o jovem e sonhador Jiro Horikoshi que ganha a voz de Hideaki Anno, que tem como sonho poder ser piloto de aviões. Horikoshi mora no interior com sua família. No colégio ele ganha uma revista de aviação e quando volta pra casa em euforia, caindo no sono ele entra em seu sonho novamente conhecendo seu querido designer de aviões italiano preferido, sr. Caproni (Nomura Mansai). Jiro se convence que não pode ser um piloto renomado por conta de sua forte miopia, mas que não pretende desistir de ver seus queridos aviões voando, decidindo assim, ser um dedicado designer de aviões famosos.

Anos de estudos se passam e Jiro viaja para Tóquio para aperfeiçoar seus estudos. Na longa viagem conhece a pequena Naoko (Miori Takimoto) que está voltando de viagem com sua mãe. Apos algumas trocas de olhares inocentes acontece um grande terremoto, destruindo casas, edifícios e tirando o trem dos trilhos. Jiro ajuda a mãe da garota que está ferida, à levando até o caminho de sua casa. Partindo de lá sem se despedir chega em sua universidade e tenta ajudar seus amigos a salvar alguns livros do incêndio, descobrisse depois que o terremoto se foi dado ao Grande sismo de Kantô que levou grande destruição à Tóquio.

Anos se passam e assim que se consegue se formar, Jiro começa a trabalhar em uma empresa de aviação e sendo sempre dedicado se torna brilhante aos olhos de seus colegas. O mandam para Alemanha, entre sonhos e inspirações analisa aviões e tenta aperfeiçoar seu trabalho. Caminhando em uma tarde ele reencontra Naoko. Com o passar do tempo eles se mantem próximos e se apaixonam logo de inicio e Jiro apesar de seu trabalho que exige mais atenção do que antes à pede em casamento. Naoko está igualmente apaixonada porem diz a Jiro que sofre de uma doença e teria que se curar para poder se casar. A doença dela se agrava é ela se interna em um sanatório próximo a empresa em que Jiro presta serviços.

Jiro se mantem cada dia mais ocupado, a tentativa de obter sucesso em seus aviões, e Naoko percebendo a gravidade em que se encontra sua doença resolve morar com ele, casando no mesmo dia em que se muda, (uma cena grande beleza e simplicidade por conta da fragilidade em que Naoko se apresenta). Com o sucesso em seu trabalho, Jiro é promovido e se grande sonho começa a se tornar realidade, ele ira projetar por inteiro um avião. Naoko vai embora deixando uma carta de despedida. Jiro está em teste com seu avião e em paralelo a cena um forte vento sopra em indicação do falecimento de sua esposa. Absorto, Jiro se encontra com Caproni e se diz paralisado em relação aos seus aviões em beneficio com a guerra, porém ele é parabenizado pois conseguiu seguir seu sonho com dedicação e beleza, independente do que acabou acontecendo. Com uma paisagem de tirar o folego, Naoko aparece em seu sonho, surreal e bela, se despedindo, em lágrimas Jiro se despede.

Com a direção maravilhosa de Hayao Miyazaki essa animação dramática nos mostra não apenas um lado determinado de Jiro Horikoshi mas também apaixonado, sentimos sua paixão em relação ao seu grande sonho, aos aviões e ao seu primeiro e único amor, Naoko. Miyazaki nos faz sonhar e viajar na história do Japão, passando pelo grande desastre que assolou o Japão naquela época como também os períodos da guerra. Com produção iniciada em 2009 contamos com uma emocionante trilha sonora composta novamente por Joe Hisaishi e tendo como tema a canção Hijoki-gumo de Yumi Matsutoya que foi de perfeito encaixe a esse filme sonhador. Vidas ao Vento é de uma delicadeza imensa, que já conhecemos nas animações mais populares como A Viagem de Chihiro e Ponyo – Uma Amizade que Veio do Fundo do Mar, uma despedida do cinema em grande estilo, sim, mas torcemos para que seja apenas mais um de seus falsos alarmes e nos presenteie com outras obras primas.

4 comentários em “Dica da Semana: Vidas ao Vento

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