Crítica – O Espetacular Homem Aranha 2 – A Ameaça de Electro

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Em meio ao desafio passivo e retraído de superar a trilogia de Sam Raimi que começou bem e terminou terrivelmente, a nova franquia “O Espetacular Homem Aranha” vem conquistando seu lugar nas telas, aos poucos, concertando os erros. Em O Espetacular Homem Aranha 2 – A Ameaça de Electro, vemos uma grande produção com um roteiro irrefutavelmente ambicioso, que se arrisca em cenas e situações grandiosas, com personagens perigosamente caricatos e múltiplos dramas que variam entre a intencional profundidade e o forçado “não faz sentido”.

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Assim como no primeiro filme da franquia, este enche os olhos com a superprodução caprichadíssima de suas sequências de ação, levando o espectador à beira de suas poltronas e se deliciando com coreografias e alívios cômicos realmente dignos da personalidade brincalhona do clássico Aranha dos quadrinhos.

O filme se inicia da maneira clássica como se inicia grande parte das histórias do Homem Aranha, tanto nos quadrinhos quanto no cinema; Uma cena de perseguição policial onde o amigão da vizinhança alcança os bandidos antes da polícia. Nessa sequência, o herói nos é apresentado de forma divertida e irreverente onde Spider Man luta com os bandidos esbanjando bom humor com suas piadas e movimentos acrobáticos empolgantes. Isso se estende ao resto do filme, não falha em mesclar a comicidade, o drama e a profundidade dos relacionamentos intra-personagens.

O ritmo é um tanto quanto problemático quando se trata do relacionamento dramático entre Peter Parker e Gwen Stacy. A todo momento parece ser empurrado goela a baixo os sentimentos e a proximidade criada entre eles, o que não é um incômodo até o fim do segundo ato, mas que se torna desnecessariamente repetitivo em seguida, com cenas e diálogos extensos e descartáveis que te faz querer gritar “Ok, já entendi!” e pular pra próxima parte. Entretanto, com o decorrer da história, fica clara a nobre intenção dos roteiristas em preparar o solo para as cenas e os dramas finais, com todo o esforço que tiveram para esquematizar a primeira hora e meia de filme.

Jamie Fox se destaca com uma atuação formidável, fazendo milagres em um personagem idealisticamente falho; Um homem exageradamente e perigosamente caricato com uma transformação por meio de um acidente difícil de engolir e uma transformação em vilão por meio de motivos não convincentes criariam um personagem raso e sem graça, mas graças à excelente atuação de Fox, Electro ficou apenas raso.

Os outros personagens não deixaram a desejar; Gwen Stacy foi brilhantemente interpretada por Emma Stone, que fez da personagem uma garota adorável e inteligente, digna do amor de Peter Parker. Dane DeHaan também não fica atrás com o Duende Verde. Ele traz uma imagem interessante ao personagem narcisista e igualmente amoroso, enlouquecido (esse sim, bem escrito) por motivos plausíveis, não só originados por problemas pendentes com o pai, mas bem mais profundo que isso. Apesar de que a armadura do Duende não teve muita atenção no longa e sua origem e funcionamento não foi explicada, deixando uma subliminar mensagem de “Vocês sabem o que é, não vou explicar de novo” (e isso é absurdamente problemático), ficou suficientemente clara a sua importância.

Já Peter Parker está perfeito, muito fiel aos quadrinhos com sua personalidade brincalhona e flexível. Andrew Garfield mandou bem, muito bem.

Os efeitos visuais são deslumbrantes, sequências lindas de “Voo” sobre a cidade, balanços em teias e acrobacias aéreas apresentaram cenários lindos e efeitos especiais de cair o queixo, mas que, em certas partes, ficou exagerado, com momentos em que TUDO foi feito em computação gráfica tirando um pouco do efeito de empolgação de um live action.

A trilha sonora sim é um problema. Apagada e previsível, não cumpriu seu papel, sendo completamente esquecida ao fim dos créditos.

O filme conta com um elenco sensacional, efeitos especiais dignos de uma superprodução e um drama profundo e envolvente, mas peca no roteiro  e no desenvolvimento emocional e casual de alguns personagens-chave, criando problemas de ritmo no último ato apesar das cenas incríveis e bem coreografadas de ação bem humorada.

O Espetacular Homem Aranha: A Ameaça de Electro é um filme que vale o ingresso, mas que não surpreende e, nem de perto, cumpre a promessa de chegar à altura dos filmes de Sam Raimi, até chegando à beira de cometer o mesmo erro de excesso de vilões de Homem Aranha 3.

 

3 DONUTS

                                                     Bom

Um comentário em “Crítica – O Espetacular Homem Aranha 2 – A Ameaça de Electro

  1. Sam “Reimi”, Spider Man, sentimentos enfiados goela a baixo? Muito mal escrita a crítica, e filme muito mal compreendindo, pelo visto. E uma grande parte de pessoas não se esqueceu da trilha sonora. Sinto dizer, mas a crítica parece ter sido escrita por uma pessoa que não aceitou a ideia do Reboot desde o início.

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