Crítica: Mapa para as Estrelas

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Criar personagens emblemáticos é algo que Hollywood sempre vez muito bem. David Cronnenberg, sempre soube disso, e se aproveitou de narrativas mais fracas, para sobrepor personagens e ganhar destaque. É óbvio que em sua terceira investida na adaptação de um livro (primeiro veio “Um método Perigoso”, seguido de “Cosmópolis”), o diretor fosse colocar os personagens acima da narrativa. Um ator procurando trabalho (papel de Robert Pattinson), uma atriz tentando interpretar sua própria mãe (interpretada com uma classe digna de Oscar por Julianne Moore), um marido e uma esposa que são irmãos (Jonh Cusack e Olivia Williams), um astro teen da cultura pop (Evan Bird) e sua irmã desfigurada incestuosa (Mia Wasikoska), fazem das relações de “Mapa para as Estrelas” uma alegoria de polêmicas que vendem ingressos e justificam sua realização.

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Ao longo de quase duas horas, o público passa por uma curva de aprendizado quase que absurda. Um começo romântico, que enaltece os clássicos do cinema, para a visceralidade de um filme B, ou algo parecido, torna tudo mais difícil de ser compreendido. Veja bem, se não há um protagonista definido, bem como uma linha definida, então porque se ater das “simplicidades” da trama?

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O ator desempregado, interpretado por Pattinson, acredita no talento, mas sabe que o que prevalece no mundo das estrelas é a perversidade. Já Julianne Moore, cria um complexo paralelo com a situação de muitas atrizes atuais: viver no ostracismo mesmo depois da consagração máxima do Oscar (alguém lembrou de Nicole Kidman?). O caso dos irmãos é ainda mais interessante. Eles se amam, porque sabem que não conseguem se encaixar na sociedade. O primeiro, protagonizado por marido e esposa, é o mais emblemático. Depois do contato sexual, não interessa se são irmãos ou não, pois essa relação já não é mais maculada.

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“Um Método Perigoso” expôs os problemas relacionados ao se confundir o amor com sexo. “Cosmópolis” propôs o distanciamento das relações, e relativização dos sentimentos. “Mapa para as Estrelas” abre a possibilidade de ambos os filmes se confundirem. A inveja de uma atriz “velha”, de uma em ascensão, não passa só pela questão física. Se possível, é melhor se impor sexualmente. Sexo hoje é um mero ato físico;  um meio necessário, para que se possa atingir fim.
Cinema é glamour, sexo e muita sujeira. Mas temos que acreditar em tudo que nos é mostrado. O jogo de interesses, não vale só pelo dinheiro, mas principalmente pelo status. Ser atriz, ou ator em Hollywood, é muito mais do que ostentar uma bela casa, um carro incrível e comer do bom e do melhor. Viver em Hollywood é manter um vício pela fama. 15 minutos é pouco, mas uma vez provados, geram uma dependência inigualável.

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BOM

3 comentários em “Crítica: Mapa para as Estrelas

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