Crítica: Relatos Selvagens

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Enquanto o Brasil engatinha no que tange o cinema, a Argentina continua dando show, e por que não, ensinando. “Relatos Selvagens”, candidato argentino ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, não é propriamente um filme, mas sim uma anedota de histórias. Com uma proposta agressiva e arriscada, o filme de Damián Szifrón, conta uma série de pequenas histórias, cujo os personagens simbolizam algum tipo de “animal” dentro da sociedade.

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Com quase 2 horas de filme, existem várias histórias, dos mais diversos gêneros. Temos humor negro, suspense, romance, ação, comédia e um tom bastante crítico, em relação à atual situação da Argentina. A proposta do filme é agressiva do seguinte ponto: não existe um protagonista definitivo, tal como não existe uma linha narrativa lógica ou explícita. Assim, comédia, drama e suspense conseguem variar de um “quadro” para o outro.

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Por exemplo, episódio inaugural, chamado “Pasternark”. A história que se passa no avião tem senso de humor “non-sense”, o que é extremamente raro, em se tratando do cinema argentino. Já o capítulo reservado a “Bombita”, personagem título interpretado pelo excelente Ricardo Darín, tem suspense e um tom crítico bastante alarmante. Por vezes, até se esquece que se trata uma comédia. E por fim temos “La Propuesta”, um drama complexo, com pitadas de humor negro. Esse em especial, é aquele que tem a atmosfera mais sombria e pesada, com um final irônico, mas extremamente triste.

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Em todos os segmentos e capítulos, não há uma peça se quer, destoando. Liderados por Darín, o elenco ainda tem Liliana Ackerman, Darío Grandinetti, María Marull e Leonardo Sbaraglia, todos em alto atuando em alto nível, mesmo que em estilos diferentes de filmes. Essa rotatividade de elenco (não de direção), facilita para, ainda que você não se identifique com o ator ou o estilo, ao menos tenha afinidade com o tema. A direção de Damián é excepcional.
Um dos favoritos ao Oscar, “Relatos Selvagens” explora de forma contundente as mais diversas linhas narrativas. O estilo varia conforme a história e o personagem. Mesmo assim, todas as histórias tem um significado especial.

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Por mais que sejam “selvagens”, buscando metáforas do comportamento humano, em animais, a ideia é brilhantemente conduzida e não tem erros. Esse, com toda certeza, é um dos melhores filmes argentinos já vistos. Porém, para chegar a tal nível de consolidação, foram necessários rolos e mais rolos de filmes, sejam eles bons ou ruins. A experiência, e a falta de “conservadorismo”, explicam a ascensão do cinema argentino. O brasileiro por sua vez, quer prosperar, mas precisa deixar de lado suas amarras econômicas

5 DONUTS

 

EXCELENTE

5 comentários em “Crítica: Relatos Selvagens

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