Crítica: Boyhood: Da Infância à Juventude

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Alguns filmes procuram ser obras atemporais, ou são. Ainda que a diferença possa ser expressada em uma sentença, com poucas palavras, o que realmente importa é como e quando uma obra dessa é exposta para o público. “Boyhood: Da Infância a Juventude”, não faz história, porque foi filmado ao longo de 12 anos, mas sim pelo conteúdo, por explorar como nenhum outro filme, o impacto das evoluções e retrocessos que a sociedade tomou nesse meio tempo.

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Acompanhar a vida de Mason (Ellar Coltrane), com 10 anos, não é aquilo que realmente se vê. Tal como sua mentalidade ainda é de uma criança, a sociedade parecia ser mais inocente, tal como o próprio ser humano. Em que pese o fato dele ser americano, criado com o patriotismo nato, vivenciando (ainda que superficialmente) o 11 de setembro, cabe a ele escolher como crescer. Seu pai (Ethan Hawke), não esta presente todo o tempo, mas se esforça para ser uma figura marcante em todos os sentidos e em todas as fases.

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12 anos na vida de um um garoto, que vira adolescente e finalmente um adulto, passa explicitamente pela necessidade de constante transformação. Primeiro vem o bullying e o primeiro amor, a “música da sua vida”, as primeiras responsabilidades; depois temos o primeiro beijo, a primeira vez, “aquela festa”, o “melhor dia da minha vida” e o principalmente as inseguranças do que realmente é ser adulto; e por fim, a escolha da faculdade, o primeiro emprego e a decepção amorosa de todo uma vida. Simples assim.

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Fases de uma vida, que se confundem e vão emocionar o público. Linklater aproxima ao máximo seus personagens com o público. Ele o fez na trilogia de “Antes do Amanhecer”, e agora repete isso sem a necessidade de fazer 3 filmes. Não existe escolha, desejo, ação e realização, que não ecoem ao longo da vida. A mãe de Mason (interpretada por Patricia Arquette), dá uma singela dica à um enganador, que anos depois se transforma em outra pessoa. Foi uma escolha, dentre tantas que poderiam ter mudado completamente o rumo das coisas.

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É fácil pensar que tudo se resume ao sim e não. Falar é complicado, por isso mesmo, se expressar de forma corporal, muitas vezes é o mais acertado. Mason viveu 12 anos, tal como viverá por mais tantos outros até sua morte. Se a única certeza que ele tinha, foi esquecida, então ele esta recebendo a vida de braços abertos. O público não precisa reconhecer, mas entender que a vida passa. Assim, a mesnagem que é repetida como um mantra no filme é: “Não se limite a viver”. Linklater quer mostrar que amar, chorar, rir, tudo isso é algo inerente às nossas vidas. Não renege isso, e você descobrirá que 12 anos são só uma pequena parcela do que realmente esta por vir. Bem vindo à vida.

5 DONUTS

Ótimo

3 comentários em “Crítica: Boyhood: Da Infância à Juventude

  1. […] Segundo a atriz, são escassos as figuras femininas roteiristas no cenários mundial com essa idade. Com o nome de “The Writers Lab” o projeto ainda tem outros fortes nomes envolvidos, incluindo eles: Jane Skalski, Kirsten Smith, Gina Prince-Bythewood, Jessica Bendinger, e Caroline Kaplan mas conhecida por seu trabalho com o roteiro de “Boyhood – Da Infância a Juventude“. […]

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