Vamos falar de Oscar: Melhor Roteiro Original

A partir de hoje, toda quinta feira, teremos a coluna “Vamos Falar de Oscar”, na qual comentamos sobre possíveis candidatos, indicados e é claro, apontamos nossos favoritos. Para inaugurar a coluna, começamos com a categoria de “Melhor Roteiro Original” que neste ano esta muito mais concorrida do que nas edições anteriores. Vamos lá!

A categoria ganhou bastante destaque por suas surpresas (positivas e negativas). No ano passado tivemos “Ela” como o grande favorito e vencedor natural. Nesse ano, o destaque vai para “Boyhood: Da infância à Juventude”, mas mesmo assim, outros candidatos podem surpreender. Confiram:

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“Boyhood: Da Infância à Juventude” (Richard Linklater): é o favorito e ponto final. Linklater tem conseguido construir ótimas narrativas originais nos últimos anos, porém a Academia tem certo receio em relação a indicação do mesmo. Felizmente nesse ano, é praticamente impossível que ele saia sem nenhum prêmio. Nossa aposta é nele!

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“Birdman” (Alejandro González Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris, Armando Bo): uma comédia dramática, com um elenco estelar e uma crítica velada ao teatro (e ao cinema), simples assim. Por enquanto, as reações da mídia especializada são muito positivas, porém, a academia é sempre conservadora quanto as críticas. Se ganhar será uma surpresa.

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“Mr. Turner” (Mike Leigh): é um drama biográfico sobre o renomado pintor J.M.W. A narrativa é um pouco pesada e por vezes lenta, mas o roteiro em si é fabuloso. Infelizmente depende de conhecimentos sobre a vida do artista, o que pode afastar o público, mas não diminui o brilhantismo na criação do roteiro.

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“Whiplash” (Damien Chazelle): A maior surpresa do ano é o único filme que pode desbancar “Boyhood”. Não é complexo, mas apresenta uma intensidade quase que transcendental. Caso ganhe, não será nenhum absurdo.

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“O Grande Hotel Budapeste” (Wes Anderson, Hugo Guinness): Filme OK. Elenco OK. Roteiro OK. Wes Anderson já foi melhor, mas com toda certeza tem um hype e uma consideração absurdas sobre o seu público. Poderia ser melhor, mas dentre os concorrentes do ano é ótimo.

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“Selma” (Ava DuVernay, Paul Webb): Sinceramente? O filme é ruim, e o roteiro é pior ainda. Martin Luther King merecia uma biografia à altura de suas ações. Infelizmente o filme não funciona.

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“A Most Violent Year” (J.C. Chandor): Chandor já merecia ganhar ou pelo menos figurar entre os melhores roteiros do ano passado. Nesse porém, ele melhora muito mais sua capacidade narrativa. O diretor amplia conceitos históricos e apresenta novidades em relação a visão política dos americanos sobre os imigrantes. Pode surpreender.

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“Top Five” (Chris Rock): O roteiro é genial e faz uma crítica ácida aos reality shows e principalmente as séries de TV em geral. É um tanto quanto agressivo em certos momentos, e como todos sabem à academia é conservadora.

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“Foxcatcher” (E. Max Frye, Dan Futterman): Vamos dizer mais uma vez: é brilhante. Miller entrega um filme visceral; cria personagens icônicos e tem um final surpreendente. Se ganhar, o Oscar vai estar inovando, pois esse tipo de narrativa é muito arrojada em termos de Oscar.

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“Dear White People” (Justin Simien): Nosso querido Tyler “Chris” James, mostra que os negros tem muito mais à dizer, do que meramente se limitar as críticas sociais. O filme pesa na crítica ao racismo, mas mesmo assim, mostra o quanto a sociedade pormenoriza a visão dos negros. Vai ser difícil ganhar, em especial por causa do amontoado de polêmicas.

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“Interstellar” (Christopher Nolan, Jonathan Nolan): É pura metafisica e astrofísica, mas ainda assim, extremamente original. O problema é que a grandiloquência de Nolan pode atrapalhar o foco no roteiro, e isso é um recorrente na carreira dele.

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“Relatos Selvagens” (Damian Szifron): pode surpreender pelas histórias originais, mas em se tratando de um filme estrangeiro, sai um pouco atras na corrida pelo Oscar.

Quais são suas apostas e favoritos? Próxima semana tem outra categoria!

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