Crítica: De Volta ao Jogo

john-wickO que se espera de um filme de ação? Ação.
É exatamente isso o que De Volta ao Jogo (John Wick, 2014), nos dá.

A trama é simples: o filho mimado do chefe de um complexo da máfia russa resolve roubar um carro sem saber que o dono do automóvel é um ex hitman de seu pai. O assassino “aposentado” se vê então forçado a Voltar ao Jogo para vingar sua integridade abalada.

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A dupla de diretores que assinam a produção, os iniciantes Chad Stahelski e David Leitch, mantêm simples a condução dessa trama.

O primeiro ato sofre um pouco com a inexperiência da dupla; este pode soar um tanto quanto bagunçado, pois temos uma quebra brusca deste para os demais atos do longa.
A introdução dos personagens não é muito coesa e em primeira instância, não damos a devida importância ao tal do John Wick. Só depois de muita insistência e repetição é que começamos a acreditar que o personagem título de fato assusta até o Bicho Papão.

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Apesar dos pesares, a dupla de diretores administra o roteiro, do também desconhecido Derek Kolstad, da melhor forma possível (roteiro esse, repleto de clichês e frases de efeito típicas de filmes de ação) e conseguem extrair atuações dignas do elenco repleto de nomes conhecidos.

Se o primeiro ato soa destoante dos demais e a mudança de ritmo é brusca, a partir do momento que a ação pura e simples entra em cena, esquecemos esses pormenores e nos deleitamos com cenas de luta extremamente bem filmadas e coreografadas.

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O humor negro escolhido para o roteiro casa com o entrosamento dos atores em cena.
Apesar dos personagens estarem uns contra os outros, atuando num submundo da máfia russa funcionando a pleno vapor nas entranhas de Nova Iorque, os atores parecem estar sempre se divertindo, o que contribui para que o espectador assista ao longa apenas focando nas belas cenas de ação, que é o que o filme tem de melhor a nos oferecer.

Keanu Reeves, não aparentando em momento algum seus 50 anos, é o personagem título, que passa toda a trama perseguindo o personagem de Alfie Allen e deixando muitos corpos em seu caminho.

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O restante do elenco, que conta com nomes como Michael Nyqvist, Willem Dafoe, Adrianne Palicki e John Leguizamo, tem sua cota em cena, contudo, há a sensação de que eles poderiam ter sido melhor aproveitados em uma direção mais acurada.

Contudo, esses detalhes não diminuem o filme e o entretenimento que o mesmo proporciona.
A junção de um bom elenco, bons carros, trilha sonora e efeitos visuais precisos fazem com que o espectador aproveite os 101 minutos na sala de cinema de maneira descompromissada, sendo que a única reflexão que o longa traz é como o Neo de Matrix ainda está em tão perfeita forma…

3 DONUTS                                                         Bom.

5 comentários em “Crítica: De Volta ao Jogo

  1. Filme de ação é uma coisa, lixo total lotado de clichês é outra. As pessoas realmente perderam totalmente a noção.

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