Vamos Falar de Oscar: Melhor Roteiro adaptado

Continuando nossa coluna semanal comentando os possíveis candidatos e vencedores do Oscar, temos a categoria melhor roteiro adaptado. Nesse ano contamos com surpresas de todos os tipos e podemos ser surpreendidos na escolha do vencedor. Vejamos:

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“The Imitation Game” (Graham Moore): Com o título de “O Jogo da Imitação”, o filme é uma adaptação da biografia de “Alan Turing: The Enigma”, escrito por Andrew Hodges. O livro tem um riqueza histórica que impressiona e se passa durante a guerra mundial. Esses fatores sempre pesam em favor dos candidatos, e por isso só pode ser considerado um dos favoritos ao prêmio, porém, carece de uma campanha maior para que o roteiro seja o destaque.

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“The Theory of Everything” (Anthony McCarten): Stephen Hawking é extraordinário, e disso todos nós já sabemos. Mas suas teorias surgiram de que maneira? Revisitar o história de personalidades como Hawking geralmente contam muito para a academia. Isso acabou acontecendo com “Uma Mente Brilhante”. Pode ser a surpresa!

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Gone Girl” (Gillian Flynn): O grande porém dessa indicação são as modificações feitas por David Fincher na história original. As diferenças entre o livro e filme acabam e terminam nele. Personagens são iguais, condução a mesma, mas o diretor é quem acaba sendo o diferencial da adaptação. A indicação por si só é justiça sendo feita.

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“Unbroken” (Joel Coen, Ethan Coen, Richard LaGravenese, William Nicholson): O filme de Angelina Jolie é lindo, mas também bastante artístico. Não se pode considerar uma adaptação ao pé da letra, mas sim algo como uma interpretação cinematográfica. Além disso, Ethan e Joel Coen deram uma cara mais autoral a narrativa e isso geralmente a academia não perdoa.

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“Wild” (Nick Hornby): Jean-Marc Vallée fez um filme baseado essencialmente na interpretação de sua protagonista. Claro que a narrativa tem bons momentos, mas lhe falta um polimento quanto a real mensagem do livro. Isso não é ruim, pois “127 horas” fez o mesmo, e ainda assim arrancou muitos elogios.

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“American Sniper” (Jason Dean Hall): Essa sim, pode ser a grande surpresa da premiação. Clint Eastwood estava esperando a oportunidade de trabalhar com uma obra crítica como essa. Porém, foi Bradley Cooper quem convenceu o diretor a adaptar o livro “American Sniper: The Autobiography of the Most Lethal Sniper in U.S. Militar History” para as telonas. O filme é uma boa oportunidade de Jason Dean Hall de retomar sua moral como roteirista em ascensão.

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“Inherent Vice” (Paul Thomas Anderson): O recluso escritor americano Thomas Pynchon escreveu um tipo de tratado sobre o tráfico de drogas no início dos anos 70 nos EUA. A obra acabou recebendo o nome de “Vício Inerente” e é uma mistura de romance, comédia e drama pautada por todo tipo de drogas pesadas. Paul Thomas Anderson não costuma errar, mas pesa a mão quanto os aspectos mais psicológicos do protagonista. É um dos poucos diretores e roteiristas que não consegue agradar a academia.

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“The Gambler” (William Monahan): O remake do filme de 1974 foi uma aposta desde o princípio, imaginava-se que seria só “mais uma refilmagem” e ao que parece, crítica e público acharam o filme superior ao original. Ainda assim, o filme não consegue captar a real essência do original, escritor por James Toback.

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The Fault in Our Stars” (Scott Neustadter, Michael H. Weber): é o potencial concorrente ao Oscar desde o princípio. Longe de ser uma mera adaptação, o filme expande as ideias do livro e consegue quebrar o paradigma de “adaptação de livro para Oscar”. Já seria uma grande surpresa constar na lista de indicados.

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“Kill the Messenger” (Peter Landesman): Dois pontos em comum podem fazer da obra uma azarão absoluto. O governo americano sempre desmentiu os fatos do livro de Gary Webb e o público sempre insistiu em mudanças radicais na política externa do país. Se for indicado, pode ganhar força, pois parte da academia adora uma história polêmica.

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Edge Of Tomorrow” (Hiroshi Sakurazaka): Baseado na light novel “All You Need Is Kill”, o filme de Doug Liman é um aposta, pois foi um dos poucos filmes com roteiro fora do eixo americano e europeu, que recebeu indicações à prêmios menores. Isso pode indicar uma renovação em termos de pensamento pragmático da academia. Mas nos últimos anos isso parece ser uma exceção.

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