Crítica: Caçada Mortal

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Donatien Alphonse François de Sade definiu o termo “sadismo sexual” de tal forma, que ele não compreende outra interpretação ou significado. Scott Frank, diretor de “Caçada Mortal”, não procura a mesmice de tentar redefinir um termo já devidamente consolidado. Na verdade, durante às quase 2 horas de filme, ele explora o outro lado desse sadismo, que já foi superficialmente analisado em “Mortos de Fome” de Antonia Bird.

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No recente filme estrelado por Liam Neeson, temos mais uma vez o detetive Matt Scudder envolvido em uma trama recheada de violência e mistérios. Contudo, “A Walk Among The Tomstones” de Lawrence Block, é uma das obras mais pesadas e dramáticas do escritor, indo completamente contra a proposta inicial do filme, que era ser um filme de ação. Não que isso seja um problema (e não é), mas deixa uma dúvida sobre qual a real mensagem do filme. O anti clímax do filme é iminente desde o início, e ainda assim, muitos assistem ao filme imaginando que a “ação” vai ocorrer à qualquer momento (o final é aberto a interpretações).

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Na história, o detetive Scudder é contratado por um traficante de drogas que teve sua esposa sequestrada e morta, mesmo depois do pagamento ser efetuado. O detetive se vê obrigado a adentrar ao mundo dos traficantes de drogas, para descobrir as motivações do sequestro e consequente assassinato.

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Levando em conta que as últimas escolhas de Neeson foram pautadas exclusivamente no estilo de filme apresentado, “Caçada Mortal” se assemelha mais com “O Desconhecido”. A mistura de drama, mistério e terror, cai como uma luva para o diretor e o ator. Por parte do ator existe um sacrifício quase que explícito para se desvincular da imagem de “herói de ação”. Já o diretor Scott Frank opta por entregar um filme soturno, quase que exclusivamente pautado pela morte e a satisfação sexual trazida por ela.

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O que encontramos no final da história não é agradável e também não merece explicações. Se os supostos “vilões” matam por prazer, nosso “herói” bebe por igual motivo, com a diferença de que tem consciência de que isso lhe fará mal. É por isso que “Caçada Mortal” se assemelha a “Centaur” de J.P. Allen.  Ambos tentam se reafirmar num emaranhado de mortes, que fazem nossos protagonistas andarem em círculos. No final porém, o que resta é sangue; não importa de quem, não importa o porque, a “justiça dos homens” foi feita, e essa sim é a maior satisfação do mundo.

4 DONUTS

Muito Bom

 

Um comentário em “Crítica: Caçada Mortal

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