Crítica: Êxodo: Deuses E Reis

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Ridley Scott vai ser eternamente lembrado pelos seus clássicos, sejam eles “modernos” como Blade Runner e Alien, seja pelas produções de época, tais como GladiadorRobin Hood.
Pois bem, Êxodo: Deus e Reis, não vai figurar nessa lista de clássicos do diretor pois ele já fez esse filme anteriormente, ainda que você não tenha notado.

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Durante quase todo primeiro ato somos apresentados a clássica narrativa trágica. Protagonista e antagonista escancarados, polarizados através de uma figura neutra, e uma pano de fundo histórico pouco explorado.
Se Moisés e Ramsés “lutam” pela libertação do povo do Egito, o mesmo plot foi utilizado em A Cruzada e também foi melhor desenvolvido na série Os Pilares da Terra.
Tal como em Gladiador, o diretor coloca Moisés como o herói “torturado física e psicologicamente” contra um Ramsés beirando a divindade e com tendências megalomaníacas.

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Claro que isso é comum dentro das abordagens religiosas sobre a história, mas o diretor já teve resultado melhor com o mesmo tipo de história. Parece até que ele preferiu se atrelar as polêmicas narrativas, para então trabalhar o roteiro. É praticamente mesmo problema de O Conselheiro do Crime: são ótimos nomes no elenco, excelentes atuações, mas um história preguiçosa e uma direção em “piloto automático”.  Isso preocupa, pois não é de feitio de Scott errar nas narrativas, e em especial, nas produções de época.

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Mesmo assim, como citado acima, Christian Bale e Joel Edgerton entregam trabalhos digno de Oscar. Os dois sofreram grande transformações físicas para viverem respectivamente Moisés e Ramsés.
Além disso, existe um esmero minimalista com roupas, maquiagem e especialmente com a reprodução dos detalhes da época.  Pontos nos quais dificilmente o diretor erra.

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Mesmo assim, Êxodo: Deuses e Reis quer justificar sua existência através das polêmicas narrativas.
O fato de certos países barrarem o filme, só infla o ego de Scott. Dessa forma sustentamos um tipo de produção interessantíssima, mas com condução equivocada. Se por exemplo, Noé (guardadas as devidas proporções), não tivesse bom desempenho das bilheterias, com toda certeza filmes como Êxodo não receberiam tanta atenção assim.
Parece até que justificamos a necessidade da existência de um “Ramsés” cinematográfico e suas megalomanias habituais, com filmes como esse.

2 DONUTS                                                                                                         Regular

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