Crítica: Invencível

unbroken Angelina Jolie pode se orgulhar de ser uma das personalidades atuais mais bem sucedidas, seja em qual ramo for.
Ainda assim, restava à atriz e diretora, conduzir um filme a sua maneira, sem interferências.

Se em Na Terra de Amor e Ódio Jolie se deixou levar por questões políticas e sentimentais, prejudicando assim, não só a condução do filme, mas em especial a mensagem do mesmo, em Invencível (Unbroken, 2014) é possível perceber que, numa produção bem mais caprichada, a “novata” pode sim surpreender. unbroken_1416597855 Jolie conta a incrível história de Louis Zamperini, medalhista olímpico que lutou na primeira Guerra Mundial, sobreviveu no mar por 47 dias e foi preso e torturado pelos japoneses.

Sem condução arrastada, e com gênero definido, o filme tem começo, meio e fim, e não traz a mesma morosidade na resolução de conflitos que marcaram os atos do filme anterior da diretora.
Assim sendo, o primeiro ato, parece ter sido feito exclusivamente através da produção de Ethan e Joel Coen que também escreveram o roteiro. Com a ajuda dos dois aclamados diretores, o filme intercala as três fases da vida de Zamperini, sem precisar apelar para o melodrama. -b5f668b5b568fcc0 O principal trunfo dessa introdução é conduzir o espectador para o que chamamos de clímax mediato. Todo o desenvolvimento do filme tem momentos de clímax que trazem metáforas bastante interessantes. Desde amizade, passando pela liderança e, por fim, a redenção, nada é explicitamente escancarado e muito menos didaticamente explicado.

Essa evolução da diretora se deu pelo aprendizado de seu longa anterior, que pecava pelo excesso de explicações e linearidade enfadonha. Claro que não é nada inovador do ponto de vista cinematográfico, mas é o tipo de direção que o Oscar privilegia, pois apresenta o típico molde para premiações.

Se a história de Zamperini recebeu o nome de Invencível (em inglês, Unbroken, traduzido literalmente como Inquebrável), não foi a toa. Jack O’Connell nos presenteia com uma atuação assombrosa de uma personalidade que poderia facilmente servir como mártir para o patriotismo exacerbado. 16x9 Seria uma tendência natural buscar uma abordagem mais “americana” sobre o medalhista olímpico, porém Jolie consegue se desvencilhar muito bem desse “problema” e entrega uma obra sobre sonhos e perseverança, e não sobre o ideal “patriótico americano”.

Dentre erros e acertos, Jolie mostra evolução ao conduzir um filme com a ajuda dos irmãos Coen. Agora, porém, resta saber se sozinha, e com o seu marido Brad Pitt servindo de produtor executivo, ela conseguirá manter o desempenho sem cair nas ‘armadilhas” que Hollywood traz.

Invencível é só uma amostra de seu poder. Tal como Zamperini, a atriz busca uma verdadeira “redenção”, e para isso, serão necessários muito mais do que 3 atos. Bom

                                                     Bom.

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