Crítica: Whiplash: Em Busca da Perfeição (2014)

Whiplash-Movie-ImagesDramas musicais poucas vezes se arriscam a comentar sobre a própria música que tocam.

Em Quase Famosos se comentou sobre a construção das bandas e como essas lidavam com a fama.
Já em Alta Fidelidade tínhamos a quebra da “quarta parede”, com o intuito de mostrar que as músicas representam sentimentos.
Por fim, mas não menos importante, tivemos Rockstar mostrando a transformação de um cantor profissional em um líder de uma banda de rock.

Todos esses filmes apontados acima, serviram de referência para Damien Chazelle escrever e dirigir WhiPlash: Em Busca da Perfeição (2014).
Dentro de menos de duas horas, “sobrevivemos” a onomatopeia de uma nota só, ainda que não notemos isso de forma explícita.
Reparem que são os silêncios, e principalmente, as “pausas” no som, que fazem a música ganhar intensidade e sentimento.

159419008_6f1764Englobar aspectos positivos de outros filmes foi, talvez, o menor dos desafios do diretor, que se arriscou em contar um filme “slice of life” sem utilizar a narrativa clássica vista em dramas do gênero.

Em que pese o fato de que em algumas oportunidades o sacrifício do protagonista (interpretado por um ótimo Milles Teller) pareça exagerado, e até certo ponto infundado, é dessa forma que Chazelle prefere apresentar a situação.
Ele não perde a intensidade nem na música, muito menos no drama.

maxresdefault (2)Se a estética e a própria narrativa do gênero “filme de professor” passam diretamente pela necessidade de mostrar o aluno e o professor como realidades imutáveis, Whiplash inova, pois mostra o mentor (interpretado de forma brilhante por J.K. Simmons) como uma figura aterradora e violenta, mas que não se perde dentro de suas próprias pretensões.
Seu nível de exigência não tem justificativa pelo seu mal humor, “fantasmas do passado” ou simplesmente porque a história do filme pede; este vem apenas porque ele sabe que só assim conseguirá que seus alunos atinjam o melhor de si mesmos.

whibFletcher (Simmons) não quer que seus alunos sejam aprendizes. Ele mesmo não se diz um mentor, nem se apresenta como um professor. Sua função é meramente profissional.
Ele escolhe os melhores e neles busca a perfeição.

Ser mentor, às vezes, é construir o futuro de um homem e indiretamente, mudar algo dentro da sociedade.
Se perdessemos esse tipo de figura, poderíamos estar sendo privados de algo maravilhoso.

4 DONUTSÓtimo

4 comentários em “Crítica: Whiplash: Em Busca da Perfeição (2014)

Comentar...

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s