Crítica: 50 Tons de Cinza

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Falem bem ou falem mal, mas falem de mim.

Assim, com todo esse falatório que começou junto com o lançamento do livro, finalmente chega às telas de cinema do mundo todo o tão aguardado 50 Tons de Cinza (50 Shades of Grey, 2015).

Toda a dúvida e o mistério quanto à classificação etária do longa só aumentou a curiosidade quanto ao conteúdo e o teor das cenas.
Por fim, estreando com uma classificação 16+, o filme chega à mais de 600 salas de cinema no país já levando milhares de espectadoras à estreia e com certeza levará muitas mais no decorrer de seu tempo em cartaz, pois antes mesmo de sua estréia mundial, já sabia-se que esse seria um grande blockbuster.
Um blockbuster do sexo.
Ou pelo menos era isso que se esperava devido ao longa ser uma adaptação de um livro taxado como romance erótico.

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As expectativas nos levaram a acreditar que veríamos em cena uma narrativa erótica pautada nos pilares das práticas BDSM, mas ao longo de seus 125 minutos em tela, o filme se mostra apenas um romance extremamente clichê do típico gênero “príncipe e plebeia” onde a moça simples e pobre se apaixona pelo ricaço lindo e controlador.

As expectativas criadas pelo trabalho de marketing começam a cair por terra logo nos primeiros minutos de filme, quando somos apresentados aos personagens principais, que não tem nenhuma química que convença o espectador do desejo latente que deveria moldar o romance dos dois.

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Apesar de tentar ser sério e “ameaçador” em alguns momentos, o longa se mostra contraditório em sua edição e peca por uma quebra constante de ritmo, visto que há momentos cômicos demais que não combinam com a tensão e o certo suspense que tenta se estabelecer nas cenas onde o BDSM supostamente deveria aparecer.

Auxiliado pela trilha sonora de Danny Elfman, o longa simplesmente nos leva à rotina comum de qualquer casal, onde as duas pessoas tentam, cada um à sua maneira, estabelecer seus desejos, assumir o controle no relacionamento e acabam cedendo um pouco de cada lado.

Quando finalmente somos apresentados aos gostos peculiares do Mr. Grey, a revelação de suas preferencias não intimida o espectador e muito menos a protagonista, que apesar de ser uma virgem doce e inocente trata o “quarto vermelho da dor” de forma muito natural e piegas.

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As cenas de sexo, bem filmadas e dirigidas por Sam Taylor-Johnson são um grato acerto, ao passo que essas se mostram despretensiosas e espontâneas, sob uma fotografia charmosa que torna a nudez natural e informal.

Contudo, esse acerto não basta para compensar a quantidade abusiva de clichês e a total falta de originalidade da obra como um todo, mas, deixando o preconceito e as expectativas errôneas de lado, o filme pode sim ser apreciado como o que é: apenas um romance cômico e ingênuo que falha ao se levar a sério demais.

Regular

                                                    Regular

9 comentários em “Crítica: 50 Tons de Cinza

  1. o diabo sempre correndo atrás de dor(sacrifícios) e virgindade (primícias dedicadas a Deus) vemos a maldade dos governantes humanos imbuídos do mal espirito, mais nitidamente na idade media, onde em todo casamento de plebeus a moça devia “servir” primeiro ao senhor feudal e depois era liberada pro marido.

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