Crítica: Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

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Bennett Miller tem em torno de 3 filmes no currículo, dentre eles só um, não tem temática esportiva relevante para os brasileiros.
Em Capote, ele resolveu trazer a tona da história do escritor de Thurman Capote e seu processo de produção do clássico “A Sangue Frio”.
Já em “O Homem que Mudou o Jogo” e “Foxcatcher”, não há um único personagem pelo qual Miller se dedique exclusivamente.
Ele prefere se levar pela história e retratar a mesma da forma “mais real possível”.

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Dessa forma, em nenhum dos filmes citados, nós brasileiros, vamos ter a impressão de que é um filme “aberto” ao público.
Isso acontece porque o diretor usa esportes e personalidades americanas, para questionar paradigmas da própria sociedade em que nasceu e vive até hoje. São filmes difíceis de ser assimilados para quem não “absorve” essa atmosfera.

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Soa então como frieza e morosidade, a condução delicada do diretor, sobre o estranho relacionamento entre Jonh Du Pont (Steve Carrell, numa atuação assombrosa) milionário estrategista e Marck Schultz (Channing Tatum, entregando uma ótima atuação) lutador de wrestilng, às vésperas dos jogos olímpicos de Seoul em 1988.

Ainda que de forma sútil, Miller especula sobre a homossexualidade de Du Pont e traz a tona o vício em drogas de Mark, mas sempre deixa claro o complexo que o milionário tinha em relação a sua mãe (Vanessa Redgrave), que não aceitava os investimentos do filho e o tratava com uma frieza mórbida pouco casual em relações familiares.

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“Foxcatcher” tem como principal trunfo e problema: sua história.
O próprio Mark Schultz produziu o filme, e de certa forma mascarou e amenizou o choque de algumas possibilidades levantadas ao longo do filme.

Se, por exemplo, o Brasil que convive quase que diariamente com a corrupção (no esporte) não se surpreende, os americanos por sua vez, entendem que as glórias são maiores do que qualquer coisa (o patriotismo é exaustivamente comentado como uma maneira de mostrar que os americanos, são melhores do que qualquer outra “raça”).

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O diretor sabe tratar do assunto e vai no limiar da questão ao propor que foi essa exacerbação ao inóspito, que culminou no fim da carreira de Mark; já que a situação de Dave (um excelente Mark Ruffalo) tinha como enfase o amago de Jon Du Pont.

Miller produz um filme de americanos consagrados, mas marcados por um fim tráfico e estúpido.
Se o objetivo era que o mundo entendesse ” a história que chocou a todos”, Miller não poderia ter dirigido o filme.

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Apesar de sua abordagem crítica, ele parece ter sido limitado de contar o que realmente aconteceu e preferiu se beneficiar de seus personagens marcantes.

Não se trata de errar e sim de aprender. “Foxcatcher” poderia ter um impacto ainda maior se entregasse aquilo que foi.

Bom

Bom

Um comentário em “Crítica: Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

  1. Adorei o filme Roberto. Eu não conhecia a história e me surpreendi com o final. Atuações magníficas do trio central, e até de Chaning Tatum q personificou um lutador até nos trejeitos e na maneira de andar.

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