Crítica: Renascida do Inferno

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Não canso de me decepcionar com a atual safra de terrores produzidos por Hollywood.
É decepção atrás de decepção e Renascida do Inferno (The Lazarus Effect, 2014) não deixa a desejar nesse quesito (contudo, deixa a desejar em todo o resto).

O filme não é um típico “terror” moldado pela mídia para se tornar o novo blockbuster do medo do momento; ao contrário, o filme (que pode ser tratado como B), teve pouca divulgação e só estreou em várias salas do circuito nacional devido ao seu elenco conhecido.

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A premissa pode ser encarada como uma mistura de Frankenstein, o recente Lucy, Resident Evil e todos os filmes de zumbi.
Um grupo de cientistas ( cinco deles, onde, na verdade apenas 2 são cientistas e os demais são adolescentes que entendem patavinas sobre ciência) trabalhando num soro capaz de trazer pessoas de volta à vida consegue sucesso e com ele trazem “altas confusões”.

O casal protagonista, interpretado por Olivia Wilde e Mark Duplass, é antagonista no quesito O cético e A Religiosa e o único diálogo levemente interessante do longa, fica por conta da discussão envolvendo os aspectos científicos e científicos-religiosos do que acontece na hora da morte.

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Como em todo filme de “terror”, o grupo de cientistas faz uma péssima escolha e as coisas saem do controle.
Nesse momento o longa se perde totalmente.

O grupo, depois de ponderar se usaria ou não seu soro para os propósitos a que este foi criado, se arrepende amargamente de sua decisão usando como argumento que uma coisa é reanimar um cachorro, e outra trazer um ser humano de volta a vida (quando o real proposito de todos os anos de pesquisa do soro era exatamente trazer humanos de volta à vida).

A tal renascida é uma confusão ambulante após voltar do suporto inferno. O roteiro jamais se decide se ela está possuída ou se o soro em seu cérebro a está afetando da maneira mais ilógica já concebida.
A tentativa de terror e ameaça não funciona, pois os personagens são rasos e o espectador não se identifica ou teme por eles.

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Errando por tentar se levar a sério de uma maneira forçada, os sustos, deste que supostamente deveria ser um terror, tampouco são bem trabalhados, fazendo com que essa confusão em forma de filme seja um completo desastre em todos os aspectos.

Ruim

                                                      Ruim

Um comentário em “Crítica: Renascida do Inferno

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