Crítica: O Sétimo Filho

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“Aqui eles resistem, todos irmãos
Todos os filhos divididos eles cairiam
Aqui aguardam o nascimento do filho
O sétimo, o santo, o escolhido
Aqui o nascimento de uma linhagem perfeita
Nasce o que cura, o sétimo, a vez dele
Abençoado sem saber, a medida que sua vida se descortina
Vagarosamente expondo o poder que ele detém”

O mito dos sétimos filhos é amplamente explorado na literatura mundo afora.
O sete é considerado um número mágico e seja no folclore brasileiro ou numa música do Iron Maiden, os sétimos filhos de sétimos filhos tem grande poder associado à suas linhagens.

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O Sétimo Filho (Seventh Son, 2015), aposta nessa mitologia para desenvolver uma trama fantasiosa sobre um jovem que deve aprender a ser um Spook (Caça-Feitiço na tradução) para matar e lidar com as criaturas das trevas que assolam seu mundo.

No universo criado pelo britânico Joseph Delaney em sua série de livros As Aventuras do Caça-Feitiços (The Wardstone Chronicles), existe uma legião de sétimos filhos que são ser homens espetaculares, nascidos com o destino traçado, o destino de proteger seu povo contra as criaturas que assolam aquelas terras.

No longa, entretanto, o que vemos não é nada disso.
A trama acompanha o treinamento de Thomas Ward (interpretado por Ben Barnes), o Sétimo da vez, que tem como professor o mais velho Sétimo vivo, Mestre Gregory (Jeff Bridges, com seus 65 anos, ainda está apto para convencer nas cenas de luta, mas por vezes não se faz entender com sua voz de timbre grosso que prejudica o entendimento de suas falas).

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A jornada desse aprendiz é enfadonha e, ao invés do que estamos acostumados em filmes do gênero, não há o desenvolvimento da tão famosa jornada do herói.
O aprendiz que supostamente deveria tomar para si o fardo de proteger todo o “reino” onde vive se mostra um personagem raso e desinteressante que não tem nenhuma característica marcante, como esperávamos.

Os roteiristas Carles Leavit e Steven Knight desenvolvem uma trama fraca onde temos uma dinâmica de video games, onde o mestre e o aprendiz derrotam vários “capangas” com o intuito de chegar até o “boss.”
A “boss” nesse caso é uma feiticeira extremamente poderosa e bela (Julianne Moore) que quer ter seu reinado das trevas como vingança pelos males infringidos a ela na juventude.

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A direção do russo Sergey Bodrov não exige dos atores, mas felizmente o diretor acerta em trazer a tona cenas de ação bem feitas com efeitos visuais satisfatórios e convincentes que enchem os olhos com um bom uso do 3D nas transformações dos vários seres metamórficos a que somos apresentados.

Infelizmente, esse que tinha tudo para se consolidar como uma nova saga da fantasia (com o fim da franquia da Terra Média estamos órfãos de filmes de fantasia de grande porte) se mostra um filme fraco em termos de roteiro, o que não desperta a curiosidade a respeito dos personagens, fazendo com que o espectador não se empolgue a conhecer mais sobre eles ou o mundo em que vivem.

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Sendo este uma adaptação do primeiro livro de uma série com 13 volumes já publicados, podemos esperar, dependendo dos resultados da bilheteria, continuações vindouras.
Junto com essas possíveis continuações nos resta também esperar que as próximas adaptações sejam mais atrativas do que esse capitulo introdutório.

Ruim                                                         Ruim

 

 

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