Crítica: Força Maior

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Disaster movies são, em sua essência, filmes tipicamente impressionantes nos aspectos técnicos, pois almejam proporcionar uma experiência cinematográfica arrebatadora e ao público.
Ainda assim, é necessário que em algum ponto desses filmes o drama seja inserido, para que tanto a destruição como a própria história tenham algum sentido.

Voluntaria, ou involuntariamente, sempre nos vem a cabeça os nomes de Roland Emmerich ou Michael Bay na direção dessas películas.
Ambos fizeram muito sucesso com filmes como Independence Day (1996) e Armageddon (1998), cada um com um estilo próprio de conduzir a destruição, e em algum ponto, apresentar “o drama” que fundamenta tudo.

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Porém, em Força Maior (Turist, 2014), o panorama dos disaster movies, parece ganhar novos ares.
Ao invés da destruição, temos as consequências psicológicas causadas por uma catástrofe, ou como no caso do filme, um “acidente da natureza falho”.

O diretor sueco Ruben Östlund, fomenta uma questão bastante pertinente aos olhos da sociedade atual: Numa questão de vida ou morte, você age com a razão ou a emoção?
Naturalmente as variáveis são inúmeras, mas a história do filme direciona a questão para um lado mais social e filosófico: O temor da morte justifica atos considerados “inaceitáveis” para a sociedade?

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As repostas, diferentemente do que se imaginava, são apresentadas paulatinamente, possibilitando ao público um julgamento mais claro sobre os fatos que realmente ocorreram.
Não se prioriza a destruição física do ambiente, mas sim a repercussão psicológica e moral dos envolvidos.

Força Maior poderia muito bem esbarrar na obviedade de um “cinema moderno”, mas prefere proporcionar mais perguntas do que respostas.
Em termos técnicos, pode não ser muito entusiasmante, mas o filme de Ruben Östlund não quer ser taxado de “só mais um” dentro de um nicho já acostumado e consolidado.

Force-Majeure-couple

O cinema é cíclico, e por vezes, ainda que sutilmente, exige uma pequena mudança nas variáveis para se transformar.
Esse é só o primeiro filme derivado de um gênero, que sempre se ateve a tecnologia para fazer sucesso. Vamos ver como ele lida com essa “inovação”.

4 DONUTS

                                                   Ótimo

Um comentário em “Crítica: Força Maior

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