Crítica: Insurgente

Divergent 2 Insurgent

As franquias de distopias “adolescentes” estão tomando conta de Hollywood há tempos.
“Adolescentes” é um modo mais sucinto de resumi-las, pois as mesmas estão cada vez mais “adultas” e corajosas nas atitudes tomadas em suas tramas.

Cada uma a seu modo, estas tentam fazer com que os jovens entendam seu papel na sociedade bem como a importância das diferenças e como estas moldam as sociedades também no mundo real.

A Trilogia Divergente, da americana Veronica Roth não foge dessas premissas, mas ao invés de ter uma abordagem marcante sobre o governo totalitário, ela aborda de forma mais específica o indivíduo inserido na sociedade, cada qual com suas habilidades e diferenças específicas.

Insurgente

Se o primeiro longa da serie nos introduziu a esse universo nos apresentando os personagens, suas facções e as ambições de cada um deles, Insurgente (Insurgent, 2015), a segunda adaptação cinematográfica da série, nos leva a acompanhar a inserção de cada indivíduo não apenas dentro da facção a que eles pertencem, mas a integração de todas as facções em uma sociedade mista.

Mostrando a luta pessoal de cada ser inserido naquele contexto ao tentar se adaptar com “divergências” à sua volta, o longa ilustra de forma eficiente como os integrante de cada facção têm, cada qual um papel dentro da vida comunitária que agora eles tem que vivenciar em meio ao inicio de uma guerra civil no mundo com o qual eles estavam acostumados.

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O diretor Robert Schwentke, experiente na direção de longas de ação sabe utilizar-se desta sem decepcionar o espectador construindo cenas elaboradas e usando o 3D a favor da trama, tanto é que este tem mais ação que seu antecessor e as cenas das “simulações” também são melhor arquitetadas (podemos fazer uma associação com A Origem durante tais cenas).

Além de boas cenas de ação, o diretor usa recursos metalinguísticos para ilustrar não só as emoções individuas mas também o sentimento geral de toda a sociedade, agora que as estruturas da mesma estão abaladas.
Isso pode ser claramente destacado na paleta de cores em cada cena, escolhida se modo a reforçar a individualidade de cada um, mas mantendo claras as característica de cada facção.

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Ainda, o roteiro assinado pelo trio Brian Duffield, Akiva Goldsma e Mark Bomback conta com atos bem demarcados  trabalhando a ação e os questionamentos políticos e pessoais de forma equilibrada, tanto que autora e também os roteiristas foram corajosos ao não cair na mesmice, tomando decisões drásticas que auxiliam no desenvolvimento dos personagens e da trama tornando tudo mais crível e verossímil.

Superando as expectativas ao entregar um longa equilibrado, é essencial conhecer o primeiro filme para apreciar esse segundo pois é interessante acompanhar o desenvolvimento dos personagens, e dos próprios atores, visto que não temos um intervalo de tempo grande entre as duas partes da trama.

Com a grande máxima de que “ser diferente é normal”, esperamos que a parte final dessa trilogia mantenha o nível e continue evoluindo em todos os aspectos.

Bom

                                                  Bom

 

2 comentários em “Crítica: Insurgente

  1. A crítica está boa, já o português… “conta de Hollywood a tempos” (há tempos) e “fazer com que os jovem entendam ” (erro bobo no emprego do plural por falta de revisão básica do texto), são alguns exemplos. E a pessoa que escreveu está usando um teclado americano ? Específico, indivíduo e outras possuem acento.

    Não estou tentando ser o professor Pasquale, mas preciso escrever no trabalho também e só melhorei depois de receber críticas assim. Espero estar fazendo o mesmo “bem” por você.

    Abraços

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