Crítica: Simplesmente Acontece

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Escolhas não podem ser resumidas somente em palavras, pois são necessários gestos para que estas sejam consolidadas. Em se tratando de relacionamentos, a situação exige ainda mais cuidado.
Simplesmente Acontece poderia muito bem retratar os “sins” e “nãos” de um relacionamento com um enfoque mais dramático; mas acertadamente escolhe uma veia mais humorística para tal.

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O diretor alemão Christian Ditter, usa toda sua experiência com filmes de família, para tirar “o peso” dos gestos, e mostrar que as palavras ainda apresentam uma importância crucial na construção de um relacionamento.

Tal como em qualquer comédia infantil, é fácil identificar o real significado das palavras das crianças.
Assim, em seu mais recente filme, baseado no romance de Cecilia Ahren, ele opta por mostrar um casal que mesmo destinado um ao outro, não consegue transmitir a real mensagem de suas palavras.

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Indo da comédia romântica teen atual (por exemplo A Escolha Perfeita), até o drama baseado em livro ( como A Culpa É Das Estrelas), Simplesmente Acontece retira a necessidade de ser uma adaptação para se tornar um filme mais autoral.
Trata-se, por fim, de uma mescla de estilos muito difícil de ser encontrada no cenário cinematográfico moderno.

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O humor nonsense, aliado a uma maneira pouco usual de contar uma história romântica, fazem com que Rosie (Lily Collins) e Alex (Sam Clafin), sejam personagens únicos, cada um com sua profundidade e abordagem.

Só pelo fato de não apresentar os típicos clichês de uma comédia romântica, o filme já tem sua importância.
E é nisso que ele se prende; Nas idas e vindas do relacionamento de Rosie e Alex fica muito fácil identificar ambos como reflexos da nossa sociedade moderna, e não necessariamente como meros personagens adaptados de um livro.

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É bem verdade que gestos, contam mais do que palavras; mas ainda assim, tanto na vida como no cinema e na literatura, toda ação tem uma reação.
Toda palavra, não é necessariamente só aquilo que se ouve ou lê.
Ou será que “Eu Te Amo” continua tendo o mesmo “peso” que antes?

Bom

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