Viva à Arte: Billie Holliday

BILLIE-HOLIDAY

Lady Day, sua voz inconfundível, forte e suave, uma voz atemporal. Cantava alegrias, mas principalmente tristezas do Jazz, tristezas que vivia, e que nunca a abandonariam. Sensível como a gardênia que amava, e sempre adornavam seus cabelos Billie Holliday continua e continuará encantado como a primeira e maior cantora de Jazz de seu tempo.

Eleanora Fagan Gough nasceu na Filadélfia, mas foi criada em Baltimore filha de jovens pais pobres. De seu pai um jovem guitarrista de Jazz Clarence Holiday, deu o nome artístico que a acompanharia até o fim da vida. A infância da cantora foi difícil dividida entre a pobreza estrema e a prostituição. Ao sair da cadeia com apenas quatorze anos descobria a música, o jazz, e passou a se apresentar em bares sujos para sustentar ela e a mãe, até ser descoberta por John Hammond, um influente crítico e produtor musical da época. Autodidata Billie aprendeu a cantar sozinha influenciada e por cantores como Louis Armstrong e Bessie Smith.

Billie Holliday era criticada por nunca cantar as canções como era escritas, provavelmente por nunca ter tido uma educação musical apropriada, Billie não seguia os compassos das musicas, a cantora as modificava, transmutava em algo que pudesse envolver e ser evolvida, era essa a sua forma de fazer musica. E assim Billie aperfeiçoou o maior instrumento que possuía sua voz. Diversas vezes imitada, mas jamais superada Billie mudou a forma como o Jazz era encarado, elevando o estilo, e em uma época de segregação ela; mulher, pobre e negra se impôs através da musica. Inspiração para muitos cantores e principalmente cantoras, Lady Day como foi gentilmente nomeada pelo amigo e saxofonista Lester Young. Billie amava a música e fazia com ela fosse parte dela.

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Em sua carreira contam aproximadamente 26 álbuns entre trabalhos presentes e póstumos mais de 200 músicas. Suas interpretações mais celebrem são “Summertime”, “Blue Moon”, “Lady Sings the Blues”, “Don’t Explain” – The Blues Are Brewin”, “God Bless the Child” “Billie’s Blues” e Strange Fruit, que foi uma canção de protesto. na época em que a cantora assumia a sua luta contra o racismo, canção esta que a deixou mais famosa e que cantaria até o fim da vida.

A cantora foi tema de um filme superficial baseado em uma biografia ignorada e detestada pela própria cantora “Lady Sings the Blues” foi feito em 1972 com Diana Ross no papel principal e apesar de ter sido indicado ao Oscar, o filme sequer arranha a genial superfície musical da cantora. O cinema ainda não fez justiça a Lady Day.

Se estivesse viva, Billie Holliday faria cem anos essa semana. Mas muito mais que um fim prematuro ou uma vida conturbada, seu legado musical será lembrado e eternizado como uma as maiores contribuições do jazz.

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