Mundo do Cinema – Darren Aronofsky

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Darren Aronofsky

Apesar da curta filmografia, Darren Aronofsky foge dos padrões hollywoodianos ao criar filmes que são no mínimo diferentes. Cinematografia sinistra, representação do psicológico humano, o místico sem cair em clichês, títulos inusitados, melodrama. Essa é a filmografia do diretor, roteirista e produtor que busca pela qualidade, e não quantidade.

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1998 – Pi (Pi)

Max (Sean Gullette), um matemático judeu-americano, vive em Manhattan, escondido do mundo e buscando, a todo e qualquer custo (inclusive de sua sanidade), descobrir o número completo de π, na natureza, na economia e em toda parte.

Sobre o filme: Pi – foi o primeiro longa metragem de Darren Aronofsky, realizado em 1998, e rendeu a ele o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Sundance, nos Estados Unidos. Filmado em preto e branco, a característica mais marcante do filme é seu ritmo frenético potencializado pela trilha sonora predominantemente eletrônica e pelos cortes abruptos. Praticamente não existem momentos de silêncio em Pi, toda a narrativa é acompanhada por algum tipo de som eletrônico repetitivo, o que cria um clima frenético ao personagem.

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2006 – Fonte da Vida (The Fountain)

Na Espanha do século 16, o navegador Tomas Creo parte para o Novo Mundo em busca da lendária árvore da vida. Nos tempos atuais a mulher do pesquisador Tommy Creo está morrendo de câncer, mas ele busca desesperadamente a cura que pode salvá-la. Uma terceira história une as duas primeiras: no século 26, o astronauta Tom finalmente consegue a resposta para as questões fundamentais da existência.

Sobre o filme: O longa é uma poesia para os olhos, tamanha é a beleza das imagens elaboradas pelo diretor, que cria planos de câmera meticulosos a fim de evocar a força reflexiva de sua história que leva o expectador a buscar suas próprias respostas sobre as diversas questões levantadas por Aronofsky.

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2008 – O Lutador (The Wrestler)

Um lutador profissional veterano (Mickey Rourke), continua a lutar, em uma tentativa de retomar os seus dias de apogeu dos anos 1980, apesar de sua condição crítica de saúde, ao mesmo tempo em que tenta consertar sua relação distante com sua filha e envolve-se num romance com uma stripper.

Sobre o filme: Aronofsky conta como ninguém uma história tocante, feita com o elenco certo e na hora certa.  O roteiro tem construção de personagem irretocável, visual e psicológica. As cenas de lutas são profissionais e de um realismo fora do comum, especialmente a cena da luta contra o Necrobutcher. O Lutador é uma obra excelente e imperdível não só pela brilhante e elogiada atuação de Rourke, como também pela história emocionante.

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2000 – Réquiem para um Sonho (Requiem for a Dream)

Requiem para um Sonho  é o  quarto filme de Darren Aronofsky, um drama feito em 2000, com o roteiro adaptado de um livro publicado em 1978 pelo autor Hubert Shelby Jr. cujo o nome é o mesmo usado no filme. Darren Aronofsky baseia-se em três estações do ano e na vida de quatro pessoas (Harry Goldfarb, Marrion Silver, Tyrone e Sara Goldfrab)  e os vícios que as afastam de seus sonhos, fazendo com que vivam entre a esperança e o desespero.

Sobre o filme: Poucos filmes abordam as drogas de um modo tão genial.  A realidade de um dependente químico e as perspectivas de quem está neste mundo. O longa tem uma atmosfera sombria, efeitos de câmera e enquadramento que reforçam a dramaticidade e intensidade do roteiro. A trilha sonora é envolvente e enigmática. Réquiem para um Sonho é quase que uma unanimidade, um filme surpreendente com atuações incríveis de todo o elenco.

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2011 – Cisne Negro (Black Swan)

A dedicada bailarina Nina Sayers conquista o papel principal em uma montagem histórica de Cisne Negro, substituindo Beth, a antiga primeira bailarina da companhia, que está em decadência.. Enquanto isso, a jovem tem que lidar com a rivalidade de uma bailarina nova na companhia e o delicado relacionamento com sua mãe e com Thomas, o diretor da montagem. Nesta disputa, Nina passa a conhecer melhor o seu lado sombrio, e este autoconhecimento pode ser destrutivo.

Sobre o filme: A trama envolve o expectador de um modo psicológico. Ao longo da trama se acentuam alguns fatores que giram em torno do enredo central: a obsessão, a inveja, pressão, sonhos, repressão sexual, interesses e loucura. Além disso, durante o filme o autor intriga o expectador, que fica sem saber o que de fato acontece com Nina, se é uma realidade ou ilusão. O filme traz características adequadas a trama, uma parte técnica impecável, no sentido de belas fotografias, direção de arte, um figurino e maquiagem excelentes, e uma trilha sonora envolvente. Excelente filme!

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Um matemático que tenta encontrar o número que explique todas as coisas do mundo. Um lutador que viveu apenas suas lutas.   Um grupo de jovens que abusa das drogas. Uma bailarina perfeccionista. Através desses personagens o diretor traça caminhos diferentes que conseguem falar sobre situações com as quais qualquer um pode se identificar.

Alguns diretores são diferenciados, e este é o caso de Darren Aronofsky. Seus filmes mostram o ser humano sendo levado ao limite, seja por excessos ou obsessões, com cenas que dão show de criatividade.  Dessa forma, Aronofsky consegue fazer um bom uso dos recursos audiovisuais ao seu dispor, e surpreender o público de forma densa e impactante. Esse é Darren Aronofsky.

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