Crítica: O ano mais violento

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J.C. Chandor não tem muitos longas em sua carreira.
Ao todo são 3 filmes, cujo os quais apresentam os mesmos elementos e dinâmicas.

Seja com um homem enfrentando seu destino em alto mar (em Até o Fim), um grupo de economistas prevendo a crise econômica de 2008 (em Margin Call – O Dia Antes do Fim) ou um empresário e seus esforços para se manter economicamente saudável, num dos anos mais violentos da história dos EUA (O Ano Mais Violento) todos os filmes do diretor giram em torno de situações inesperadas e comuns, que motivam seus protagonistas a se adaptarem e poderiam facilmente, acontecer com qualquer um.

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As narrativas atuais exigem que quase toda situação, seja a mais próxima da realidade possível.

Isso pode soar como uma tendência, mas na verdade é algo natural desde a criação do cinema. É uma forma de aproximar o público da história, sem precisar apelar para banalidades.

Nas mãos de um diretor inexperiente, o “inovador” jeito de contar uma história atual, pode render um filme comum. Chandor mostra que aprendeu a minimizar seus erros, vendo de Ponto de Vista ao clássico Rashomonm e utilizando muitos aspectos de outros filmes.

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Chandor não “define” seus atos e muito menos traz explicações para facilitar o entendimento da história.
Trata-se de uma exigência “implícita” em seus filmes e é dessa forma que o diretor filma milimetricamente a vida de um empresário (o ótimo Oscar Isaac), e sua esposa (Jessica Chastain), na tentativa de prosperar economicamente, no ano mais violento que os EUA já vivenciou.

O Ano Mais Violento se aproxima muito mais de um monólogo, do que de um drama.
Nosso protagonista se sente inseguro, e consequentemente opta por trilhar seu caminho sozinho, sem qualquer ajuda (mesmo estando casado). São raros os momentos em que ele idealiza em sua esposa o apoio emocional em meio a toda perigosa e dramática situação do filme. Ele sabe que ela é mais uma companheira de negócios, do que sua mulher.

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Sem apelar e com uma abordagem eficiente, o filme mostra-se como um ótimo exemplo de como os elementos do cinema não mudam e sim se adaptam de acordo com o diretor. Chandor esta se mostrando um dos melhores diretores dessa geração, simplesmente por não se arriscar muito, e entregar o que se procura atualmente: um filme que valha o valor do ingresso.

4 DONUTS

Ótimo

Um comentário em “Crítica: O ano mais violento

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