Crítica: Chappie

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Neil Blomkamp, diretor pouco experiente e, contudo, já aclamado pelo sucesso de seus longas pautados numa realidade cyberpunk retorna com o gênero no terceiro longa metragem de seu currículo pouco extenso.

O diretor, que tem apenas três longas em seu currículo (Distrito 9, Elysium), traz em sua nova obra, Chappie (Chappie, 2015) uma versão estendida e mais detalhada de seu primeiro trabalho como diretor, o curta de 2004, Tetra Vaal.

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Com roteiro escrito pelo próprio diretor e sua esposa, Terri Tatchell, que também co escreveu Distrito 9, Chappie é a história de um robô que quebra todas as leis da robótica por ter consciência e conseguir fazer escolhas pessoais.

Filmado na África do Sul, o longa nos mostra a realidade (literalmente realidade) de uma região africana que vive em conflito e que tem sua cidade dominada pelos gangstas.

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A parte fantasiosa da trama fica por conta do exército de droids policiais usados para manter a ordem em meio ao crime e caos instalados na cidade.
Dentre esses doids, surge um dotado de consciência e que, desde seu “nascimento”, fica dividido entre conflitos morais e filosóficos, como qualquer ser humano.

Chappie (Camarada, ou Chapa em tradução livre) era um droid policial que dotado de sua consciência é “criado” numa família de bandidos.

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O realismo buscado pelo diretor é tão grande que os gangsta protagonistas, que “reinam” nessa cidade verdadeiramente maltratada, são o casal Ninja e Yo-Landi Visser, da banda de rap-rave sul-africana, Die Antwoord.

Atuando como eles mesmos, o casal toma as vezes de pais de Chappie e o moldam em seu desenvolvimento e amadurecimento durante a trama.

Os conflitos morais que atormentam a cabeça de qualquer ser pensante estão presentes e o diretor trabalha essas questões de forma lúdica e ao mesmo tempo violenta, trazendo ao espectador um realismo palpável, a principal característica de suas obras.

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Apresentando o meio como principal vilão, Blomkamp trabalha as circunstâncias que fazem o discernimento entre o certo e errado tão difíceis pautado em situações em que qualquer um de nós poderia estar, mostrando que acima dessas escolhas o que se sobressai é o instinto básico sobrevivência de qualquer ser consciente que  apenas teme à morte e preza por sua vida e das pessoas que ama.

Bom                                                        Bom.

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