Crítica: Vingadores – Era de Ultron (por Kelly Montini)

banner

O principal erro dos desenvolvedores de formas de inteligências artificiais é achar que suas criações vão servir exatamente aos propósitos ao quais foram criados.

Eles esquecem que o objetivo de uma IA é justamente a capacidade de pensar e decidir por si mesmos; eles esquecem que as “coisas” criadas, no momento em que ganham vida, deixam de ser coisas e passam a ser seres, que com sua própria consciência decidem seguir ou não os objetivos de seus criadores.

07

Essa falha é sempre causa de conflitos existenciais, pois esses seres inteligentes são como crianças superdotadas que não conseguem compreender a si mesmos e, por consequência, não conseguem ser extremamente racionais (também devido ao fato deles terem emoções subdesenvolvidas e se deixarem levar por estas), tal como seus criadores imaginavam.

vingadores-era-de-ultron-poster

Ultron, o vilão do novo Vingadores (Avengers: The Age of Ultron, 2015) é exatamente assim: recém dotado de uma consciência pré-moldada, este se mostra extremamente emotivo e instável; como um adolescente megalomaníaco com justificativas extremas e um complexo de deus.

Joss Whedon, de volta na direção deste, constrói a personalidade do vilão, que ganha ares psicopatas por James Spader, durante a trama forma clara e simples, o que é essencial para todo o resto, pois a personalidade e as ações dele ditam as contrarreações dos demais personagens.

Se o vilão ganha um desenvolvimento único, os heróis também têm suas histórias exploradas e vemos um pouco mais de cada um deles, seus temores, receios e como o psicológico de cada um reage mediante às situações impostas a eles.
Temos um melhor desenvolvimento individual de cada um dos Vingadores, visto que a equipe já foi bem explorada no primeiro filme.

avengers-age-of-ultron-pre-credits-battle-scene-tease

Essas relações são, além das grandiosas cenas de ação, a melhor coisa do longa, pois tudo isso é mais importante para o futuro da Marvel Studios no cinema do que para o desenvolvimento desse filme no geral. (Vide o relacionamento entre o Hulk e a Viúva negra e a acentuação dos confrontos pessoais entre Capitão América e Homem de Ferro.)

As adições ao elenco tiveram seu tempo em tela e este foi aproveitado da melhor forma possível, contudo o verdadeiro intuito desses personagens será dissecado no futuro, sendo que nesse primeiro momento eles foram apenas introduzidos e situados no universo construído.

MV5BNDkxMDE2MzE5Nl5BMl5BanBnXkFtZTgwMzc3MjQ0NDE@._V1__SX1377_SY723_

Dentre os irmãos Maximoff, Wanda, interpretada pela bela Elizabeth Olsen, rouba a cena tanto em caracterização quanto em imponência deixando, seu irmão um tanto eclipsado, mas sem o anular.
Os dois “milagres” da H.Y.D.R.A. tem importância significativa na trama e as motivações dos gêmeos não poderiam ser melhores.

Paul Bettany, depois de anos sendo a voz de J.A.R.V.I.S. finalmente ganha um corpo nesse longa, nos apresentando ao sintosóide Visão, que agrada na aparência e na interpretação, onde este consegue se mostrar tão etéreo e lógico quanto se esperava.

MV5BMTkyODg2MjQ1MV5BMl5BanBnXkFtZTgwMDMwMjQ0NTE@._V1__SX1377_SY679_

Sendo um filme muito mais introdutório do que conclusivo, Vingadores: era de Ultron nos deixa insaciados, pois o leque de possibilidades e questionamentos abertos por este só serão, propositalmente, respondidas ao longo de muito tempo na próxima fase da Marvel nos cinemas.

Bom

                                                      Bom.

 

Comentar...

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s