Crítica: Vingadores – Era de Ultron (por Leonardo Sena)

Vingadores-Era-de-Ultron-banner

E depois de uma longa espera desde Homem de Ferro 3, finalmente chegamos a reta final da Fase 2 do Universo Cinematográfico Marvel (Que chega ao fim no vindouro Homem-Formiga). Nessa nova etapa, a Casa das Ideias teve erros e acertos, e mostra que mais do que apenas expandir o seu universo, procura evoluir cada vez mais, como pudemos ver em seu último longa, O Soldado Invernal. De qualquer forma, como na primeira fase, a parte mais ambiciosa do projeto se dá em Os Vingadoresonde não só todos os universos se unem, mas também todo o futuro Marvel é decidido. E desta vez não é diferente. Era de Ultron se mostra o maior filme do estúdio até aqui.

Na trama, após os eventos do segundo longa do Capitão América, onde a S.H.I.E.L.D. se vê comprometida, Os Vingadores se tornam um grupo financiado por Tony Stark que transforma sua Torre na base da equipe. Assim, Os Maiores Heróis da Terra já estabilizados fazem suas missões derrubando as frações que restam da H.Y.D.R.A. e buscam pelo cetro roubado de Loki. Em paralelo, Stark e Banner projetam uma inteligência artificial com a intenção de criar um guardião universal para a proteção do planeta à ameaças que a humanidade não pode conter. E  é nesse momento que surge Ultron, o robô psicopata que compreende que para manter a paz no mundo, é necessária a extinção da raça humana.

vingadores-era-de-ultron-poster

Joss Whedon, que já se tornou um dos grandes idealizadores do MCU (Marvel Cinematic Universe), volta ao seu posto de diretor e roteirista e mostra como tem real controle de todos os acontecimentos passados. Aqui, apresenta um roteiro coeso que é uma das maiores virtudes da produção. Diferente do longa anterior, com todos os personagens já estabilizados, a trama tem uma dimensão muito maior e aborda diversas dimensões de acontecimentos e personagens. A maior surpresa se dá pelo volume de informação que consegue ser colocado de forma sutil. Em curtos diálogos temos definições extremamente focadas e bem contadas, com isso, a dinamicidade do longa é gigantesca, dando espaço para suas insanas cenas de ação.

Outro ponto realmente forte do roteiro, é a exploração de personagens chave. Com a consciência que nem todos os Vingadores tem o privilégio de filmes solo, Whedon volta a evolução de personagens que tem seu único momento dentro deste universo. Logo, finalmente conhecemos o Gavião Arqueiro e seus medos, o passado de Natasha Romanoff, e chegamos a uma intimidade com Bruce Banner ao termos melhor noção de seus medos, que são abordados em vantagem da exploração dos que estão ao seu redor. Sem contar com a apresentação dos novos personagens.

Captura de tela 2015-04-25 às 15.28.52

Na direção, o americano apresenta uma grande evolução ao comparado novamente com sua produção anterior. Apresentando Os Vingadores como heróis já estabilizados, grandes possibilidades são dadas e muito bem aproveitadas. Logo de início já encaramos a equipe numa missão contra a H.Y.D.R.A. e o que é entregue é de deixar qualquer entusiasta com os quadrinhos impressionado. Acompanhamos as ações da equipe num lindo plano sequência que aos poucos nos apresenta a situação atual de cada personagem.

Álias, sequências de ação parecem ter tido uma grande atenção do diretor no projeto, já que a cada momento, sentimos a intensidade de tudo crescer cada vez mais até chegarmos no ápice do longa com insanas, porém exuberantes cenas da equipe contra o vilão Ultron. Porém, toda essa atenção na ação acaba prejudicando o filme em certos aspectos. Por mais que tudo seja lindo, perto do terceiro ato é possível sentir uma certa queda no ritmo. Ao tentar tornar diálogos mais curtos, e apressar a apresentação de um novo personagem para ceder mais espaço para a luta final, sentimos que alguns pontos poderiam ter sido melhor explorados. Afinal, o próprio Whedon antes da estreia declarou que algumas subtramas envolvendo Thor tiveram que ser cortadas da versão final por falta de tempo. Mas de qualquer forma, mesmo com o pequeno tropeço, a produção não sofre perdas tão grandes.

Captura de tela 2015-04-25 às 15.29.29

O elenco como sempre está maravilhoso, mas a atenção realmente cai nas novas peças. Elizabeth Olsen e Aaron Taylor-Johnson, respectivamente como Feiticeira Escarlate e Mercúrio, apresentam uma nova visão dos irmãos Maximoff que é tratada com um cuidado invejável. Toda a base para a construção de sua ira contra os Vingadores é extremamente bem resolvida, além da presença dos atores que traz ainda mais aproximação do público com os gêmeos. Paul Bettany (que desde o início do MCU é a voz do Jarvis) aparece pela primeira vez fisicamente como Visão e é incrível como mesmo com as modificações em sua origem, a transposição do androíde funcionou no cinema.

Captura de tela 2015-04-25 às 15.27.43

E finalmente chegamos em James Spader que apresenta uma encarnação louca de Ultron com aspectos de uma insanidade fundada na base de sua criação: Tony Stark. Ainda no início da produção, quando anunciado que Ultron seria uma criação de Stark ao invés de Hank Pym (o Homem-Formiga dos quadrinhos), muitos leitores demonstram certa aversão. Porém, dentro do cinema foi a decisão mais coesa, e ainda apresentou resultados realmente gratificantes. É realmente interessante encarar um vilão que em certos pontos se assemelha ao seu “pai”. Além do mais, todas as decisões com o personagens são bem tomadas e seu rumo na história se mostra uma evolução sincera.

Captura de tela 2015-04-25 às 15.31.46

No fim de tudo, Era de Ultron se revela como um projeto de anos que nos é entregue com um cuidado absurdo. Ver uma convergência de diversos personagens e suas ações se encontrarem em um ponto, é extremamente recompensador. A Marvel Studios continua trazendo e planejando grande parte da experiência dos quadrinhos para o cinema. Com fechamentos de pontos na trama e aberturas gigantescas que já preparam o futuro para Guerra Civil, Thor: Ragnarok e principalmente Vingadores: Guerra Infinita, muito pode se aguardar nas dimensões das tramas que veremos. Tanto que agora não poderia ficar mais claro os motivos do próximo longa da equipe ser divido em duas partes.

De toda forma, o longa se mostra o encerramento a segunda fase e já a introdução do primeiro. Como dito anteriormente, um projeto extremamente ambicioso e ainda respeitoso com todo o legado que carrega. É incrível tudo que a Marvel conseguiu se tornar com apenas boas intenções.

4 DONUTS

                                              Ótimo

Obs: A participação de Stan Lee é simplesmente genial, é realmente triste pensar em um futuro nos filmes da Marvel sem a participação de um dos mestre da 9ª arte.

2 comentários em “Crítica: Vingadores – Era de Ultron (por Leonardo Sena)

Comentar...

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s