Viva à Arte: Nina Simone

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“É um novo amanhecer, é um novo dia, é uma nova vida, para mim, e estou me sentindo bem”. Com sua poderosa voz e suas potentes mãos virtuosas Nina Simone cantou, tocou e encantou e encanta pessoas no mundo inteiro com a sua música.

Eunice Kathleen Waymon nasceu na Carolina do Norte EUA, filha de uma pastora metodista e um marceneiro, era a sexta de oito filhos, o grande sonho da pianista era se tornar uma grande concertista e tocar no Carnegie Hall. Virtuosa aprendeu a tocar piano com três anos e mesmo sendo incrivelmente talentosa na música clássica Nina Simone nunca conseguiu seguir seu sonho, foi recusada no conservatório de Música, aos dezoito anos por ser negra.

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Desiludida mudou-se para Nova Iorque, onde estudou na prestigiada Escola de Música Julliard e passou a tocar em Atlantic City para pagar os estudos. Lá incentivada pelo dono de um dos bares começou a cantar e adotou o nome artístico que acompanharia até o fim da vida. “Nina” que significa menina em espanhol como erra chamada carinhosamente pelo namorado e Simone de uma atriz francesa. E assim Nina Simone abraçou a carreira de cantora, compositora e pianista de Jazz, Soul, Blues e R&B.

Como toda cantora de Jazz Nina cantava como coração e transmitia em suas canções sua paixão, a vida marcada pela injustiça, racismo e o transtorno bipolar que sofria. Com mais quarenta álbuns em sua carreira extensa, vários foram os sucessos que são inesquecíveis graças a sua interpretação.

Canções como: “Felling Good” composta para um musical cuja versão na voz de Nina é uma das mais ouvidas, “My Baby Just Cares for Me”, “Summertime”, “Be My Husband” “I put a Spell on You”, “Don’t Let Me Be Misunderstood” “Sugar” “Ne me Quitte Pass”, “Sinnerman” “Strange Fruit”, uma canção de protesto, “Mississippi Goddam” que virou um hino na causa negra. A cantora era atuante no ativismo dos direitos civis, inserindo seu protesto e critica em canções compostas por ela, canções que foram banidas de vários estados do sul dos EUA.

Photo of Nina SIMONE

Já nos anos noventa com o sucesso diminuído e quase esquecida, Nina Simone é resgatada graças ao filme “A Assassina” de 1993, um remake competente de “La Femme Nikita”, de Luc Besson. Nina voltou às paradas e também para o encanto e conhecimento de muitos que sequer conheciam a cantora e pianista.

Nina Simone morreu de câncer aos setenta anos na França. Em 2014, dez anos após sua morte, foi produzindo um documentário sobre sua vida, autorizada por sua filha, a cantora Lisa Simone Kelly, lançado recentemente no Brasil “What
Happened, Miss Simone?” contará a história da carreira musical de Nina. Além de um filme que está sendo produzido e que contará a vida da cantora.

Uma de suas músicas mais usadas em trilhas sonoras é Sinnerman. A versão original é genial:

O Remix, mais conhecido por eternizar cenas de filmes como “Celular – Um grito de Socorro” e “Miami Vice” de Michael Mann, não fica atrás, e dá outra roupagem a canção:

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