Review: House Of Cards – 1ª Temporada

6[1]Algumas séries são baseadas unicamente em personagens e suas necessidades, outras giram em torno de algo maior, um universo próprio ou pelo menos tentam isso.
House Of Cards é um exemplo de série que tem começo, meio e fim definidos e consegue mesclar muito bem esses dois tipos de séries.

Frank Underwood é protagonista, antagonista, anti-herói, e qualquer adjetivo ou termo pejorativo que venha a sua cabeça.
Ele vive em um universo próprio chamado Casa Branca, e ao longo dessa primeira temporada tenta a todo custo, melhorar o seu “status” dentro da mesma.

4[1]

Seguindo os princípios de Maquiavel, e fazendo o “mau” paulatinamente, Underwood trilha seu caminho do congresso à Casa Branca, sujando as mãos com sangue. Essa afirmativa resguarda certa realidade e metáfora.

No que tange a primeira, existe sim, certa violência por parte de Underwood.
Seja através de atos diretos ou indiretos, ele literalmente elimina aqueles que podem prejudicar sua toada para o sucesso político.
Em relação à metáfora, fica claro que o congressista faz “sangrar” sem necessariamente agir diretamente.

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Adversários políticos, alianças e até oportunidades, são “armas” para ele. Especialmente nos primeiros episódios, o lema “a ocasião faz o ladrão” pode ser considerado um mantra a ser ecoado a cada início de episódio.
David Fincher, produtor executivo da série, e diretor dos primeiros episódios, constrói a imagem de um Frank Underwood fragilizado, mas insaciável na busca por poder.

A esposa de Frank, Claire Underwood interpretada brilhantemente por Robin Wright, é uma forma mais ainda mais visceral dele, porém, mais sutil em sua abordagem.
Essa definição (ou pelo menos sua tentativa) sobre o caráter de cada personagem torna a primeira temporada, uma roleta russa de emoções.
Kevin Space, ator que sempre foi muito questionado em seus trabalhos anteriores (injustamente, diga-se de passagem), mostra mais uma vez que sabe muito bem encontrar o tom certo para cada personagem e situação.

8[1]

Space vai do drama à comédia numa simples quebra de quarta parede.
Dessa forma, a primeira temporada de House Of Cards guarda mais semelhanças com o teatro, do que com o cinema. Especialmente os últimos episódios, que se mostram monólogos com constantes “diálogos” com o público e transições de narrativa da primeira para a terceira pessoa.

“Os Fins justificam os meios”.
A máxima é batida e constantemente repetida e intercalada com longos discursos motivacionais pelos personagens de moral definida. Underwood é totalmente o oposto de qualquer definição, e é por essa razão que ele consegue a simpatia do público.

Como julgar um personagem que guarda tantas semelhanças com o que vemos na realidade?
Esse tipo de situação faz parte do cotidiano, mas quando visualizamos o plano geral de situação, fica ainda mais difícil tomar uma decisão.

5 DONUTS

Excelente

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