Viva à Arte: B.B. King

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Maio está sendo um mês difícil para o mundo dasica. Perdemos esta semana mais um grande nome e ícone da música, um dos criadores do blues, o rei do gênero, além de um dos maiores guitarristas do mundo. Ele sempre será lembrado como lenda que era e continuará sendo. Um verdadeiro Bluesman.

Riley Ben King nasceu em uma pequena cidade do estado de Mississipi, EUA em uma fazenda de algodão. Colhia algodão quando criança para sobreviver. Mais velho passou a tocar com uma guitarra nas ruas de Indianola, cidade onde vivia, em troca de algumas moedas. Habilidoso com a guitarra elétrica King se mudou para Memphis, no Tennesse, de onde surgia e fervilhava música e estilos. Era a terra das oportunidades para os negros na música em 1950. Sua primeira chance veio ao fazer parte de um programa na rádio WDIA, uma rádio de música negra. King fez sucesso e a duração do programa foi estendida após o sucesso. O nome artístico veio de uma música Beale Street Blues”, que inspirou seus amigos que o chamavam de “Beale Blues Boy”, o cantor que gostou do apelido acabou modificando para Blues Boy King” ou B.B. King como conhecemos.

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B.B. King ascendeu e dali em diante, além de famoso foi bastante requisitado pelos músicos da época. Sua simpatia aliada a incrível habilidade musical com solos surpreendentes e notáveis deram fama ao bluesman, por onde quer que ele fosse. O cantor juntamente com sua banda chegou a fazer uma média de 200 a 300 apresentações por ano. Em turnês, o cantor tocava em vários lugares, em pequenos bares, cafés e clubes, a lugares prestigiados como hotéis e grandes teatros. B.B King não só agradava o publico em geral como a critica, sendo premiado em festivais com medalhas de honras presidenciais, além de possuir dezesseis grammys, sendo o último pelo conjunto de sua obra. E com mais de trinta compactos e vinte e seis álbuns ao longo de mais de sessenta anos de carreira musical.

King era sempre visto junto com sua amada guitarra a quem nomeou carinhosamente de “Lucille, um nome que deu a sua guitarra após salvá-la de um prédio em chamas. O nome era um lembrete da própria mortalidade do músico e um aviso para si mesmo, para não cometer tal ato novamente. E a partir daquele momento todas as suas guitarras passaram a se chamar Lucille.

Se falarmos de Blues é impossível não nos lembramos de B.B King. Tão aclamado que sua presença era praticavelmente obrigatória em qualquer festival nacional ou internacional de Jazz, mas principalmente de Blues. O rei partiu, agora que sua Gibson Lucille descanse ou simplesmente o acompanhe, tocando e encantado onde quer que esteja.

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