Crítica: Missão Impossível – Nação Secreta

missao bannerEm 2011, quando Tom Cruise, J.J. Abrams e Bryan Burk deram um novo sopro de vida para a franquia Missão Impossível que já contava com um hiato de 5 anos e uma conclusão coesa no seu terceiro capítulo, muitos se surpreenderam. O fato é que nas mãos de Brad Bird (Os Incríveis), o quarto capítulo de uma das melhores franquias de espionagem já criadas em Hollywood voltou com todo o seu potencial. E, bom, neste Nação Secreta, o quinto capítulo da série, Christopher McQuarrie (Que trabalhou com Cruise em Jack Reacher: O Último Tiro) traz tudo o que funciona no longa anterior com uma direção calculada e ritmada e assina um roteiro coeso e funcional.

Na trama, acompanhamos os acontecimentos do longa anterior, Protocolo Fantasma, aonde o IMF está sendo caçado pelo governo norte americano por seus métodos antiquados. Dessa maneira, a organização da CIA desmantela o setor de espionagem e traz seus funcionários para a casa, incluindo Brandt (Jeremy Renner) e Benji (Simon Pegg sempre em ótima forma). Em contrapartida, Ethan Hunt (Tom Cruise), descobre que a lenda do Sindicato é real. Uma organização com uma equipe que consiste nos maiores agentes do mundo que caçam agentes por interesses terroristas. Dessa forma, enquanto é acusado pela CIA pelos atos do Sidicato, e sem o apoio da IMF, Hunt precisa correr contra o tempo para aniquilar a organização inimiga.

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Uma das maiores assinaturas de Missão Impossível é a sua tonalidade divertida, sem abrir mão da seriedade das situações em que os personagens se envolvem, e ainda trazer sequências de ação cada vez mais surtadas. E McQuarrie compreende toda essa estrutura e assina um roteiro não só fechado, mas com as doses certas de humor, diálogos rápidos e reviravoltas mirabolantes. Este é sem dúvidas um M:I que não só referência todo o histórico da franquia, como ainda abre espaço para inovar e saber como aproveitar seus personagens já estabelecidos, junto com os novos.

E não é só no roteiro que o produtor americano acerta em cheio. Sua direção é simplesmente espetacular dentro de toda a proposta do longa. Usando muitos conceitos usados por Bird, e vistos nos filmes anteriores, Nação Secreta traz um ritmo extremamente competente. Com uma agilidade beirando a perfeição e ainda com uma absurda competência nas sequências de ação, aqui, diferente de muitos filmes atuais do gênero, você nunca se perde no meio das alucinantes manobras de perseguições. Nunca se perde o referencial de quem está aonde e em relação ao que. É formidável.

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Outro ponto acertado pelo diretor é a sua noção de como trabalhar com o clímax. Abrindo o filme com uma das cenas mais icônicas dentro da franquia, além de ter o coração saltando pela boca, você se pergunta em como aquela sequência especifica pode ser superada. E, bom, com uma conclusão intimista e tensa, o diretor prova que no cinema, o  menos pode ser mais.

Tom Cruise também está ótimo, como sempre. Aqui, as atitudes mais surpreendentes do ator não são apenas ligadas ao seu talento formidável e inquestionável. Mas sim, a sua atual postura com a rejeição de dublês. E, sim. O impacto de saber que é Cruise lá fazendo o impossível é excitante e animador. Se em Protocolo Fantasma, assistir ao ator escalar a edifício Burj Khalifa até o seu topo, já foi algo extremo. Nesse Nação Secreta, testemunhar o americano decolando do lado externo de um avião e ainda pilotando uma moto em alta velocidade e impressionantes curvas, é algo estonteante. Realmente absurdo.

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Todo o elenco já estabelecido está ótimo. Renner traz os pesos das decisões do seu alto cargo no IMF. Pegg está excelente na pele de Benji novamente. Tudo de melhor do filme anterior que há no personagem é ainda mais intensificado. Ving Rhames continua excelente no seu papel recorrente desde o primeiro filme da série. Mas a melhor adição no elenco é sem a menor dúvida a de Rebecca Ferguson. A atriz sueca que passou despercebida em Hércules (Aquele com The Rock), aqui mostra a excelente profissional que é. Todo o seu talento resulta em Ilsa Faust, a personagem que é a força motriz deste longa e simplesmente rouba a cena. Se mostrando a altura de Hunt, e sem os clássicos momentos de “mocinha em apuros”. Aqui, a agente britânica não só dá conta da sua própria pele como ainda tem que carregar Hunt na conta.

Com uma produção fenomenal que atravessa Austria, Marrocos e Londres, uma ótima fotografia assinada por Robert Elswit e uma competente trilha sonora composta por Joe Kraemer, Missão Impossível: Nação Secreta é não só um forte candidato a melhor filme da franquia, mas um exemplo de condução de direção, com sequências sempre vencendo a anterior sem chegar ao implausível, e um dos melhores filmes do gênero de espionagem. Ainda mais quando se conta com o aspecto da diversão que o longa carrega.

Empolgante, lindo e fenomenal, o filme é um experiência bastante válida para os amantes do cinema, e obrigatória para os fãs da franquia.

4 DONUTS                                                        Ótimo

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